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Chapa 100% direita: Delegado Camargo deve ser vice de Marcos Rogério em Rondônia

Empresário do turismo Márcio Barreto era o plano A do prefeito Léo Moraes, mas recuo abriu espaço para deputado de direita extremista; PL resiste, mas aliança promete unificar o espectro conservador no estado

Porto Velho, RO – A eleição para o Senado em Rondônia caminha para uma chapa 100% direita. O senador Marcos Rogério (PL) , já confirmado como cabeça da majoritária, deve ter como vice o deputado estadual Delegado Camargo (PODEMOS) , nome representante da chamada direita extremista no estado. A aliança, articulada pelo prefeito Léo Moraes (presidente estadual do PODEMOS), promete unificar o espectro conservador rondoniense.

O plano original frustrado

Léo Moraes, inicialmente, queria indicar o próprio tio, Márcio Barreto — empresário do ramo de turismo — para a vaga de vice. Porém, o prefeito recuou com medo de que, em caso de derrota de Marcos Rogério, a culpa recaísse sobre seu parente. O tio ficou de fora.

Sem Márcio, Léo partiu para o plano B: Delegado Camargo.

Quem é Camargo? A direita extremista em cena

Delegado Camargo é conhecido por discursos duros, defesa irrestrita do armamento e posições alinhadas ao bolsonarismo radical. Na prática, sua atuação parlamentar e declarações públicas o colocam à direita da direita tradicional — uma força eleitoral expressiva entre os conservadores mais extremados.

Do ponto de vista numérico, Camargo é imbatível dentro do PODEMOS. Se disputasse a reeleição para deputado estadual, venceria a pré-candidatura com folga e faria os adversários internos desistirem. É justamente essa capilaridade que interessa a Léo Moraes.

PL torce o nariz, mas opções são escassas

A resistência vem do próprio PL. O nome de Delegado Camargo não agrada a todos na legenda do senador Marcos Rogério. Dirigentes e aliados vêem o parlamentar como um nome extremado demais para compor uma chapa majoritária. No entanto, reconhecem que Léo Moraes não tem outra carta forte para oferecer.

Camargo já descartou concorrer à Câmara Federal. E o Senado está fora de cogitação — o PL já fechou a chapa com Bruno Bolsonaro e Fernando Máximo. Restou a vice.

Chapa 100% direita: unificação conservadora

Se confirmada, a dobradinha Marcos Rogério (PL) + Delegado Camargo (PODEMOS) representará a primeira vez que as forças mais à direita de Rondônia se unem em torno de um mesmo projeto para o Senado. Será uma chapa sem nenhum nome do centro ou da esquerda — conservadora do primeiro ao último voto.

Para analistas, a aposta é em um discurso de endurecimento, segurança pública e alinhamento nacional ao bolsonarismo mais radical. O risco? Espantar o eleitorado moderado. A vantagem? Fidelizar o eleitor fiel da direita.

E agora?

A decisão final está nas mãos do PL. Se o partido engolir a resistência interna, a chapa 100% direita sai do papel. Se não, Léo Moraes terá de buscar um plano C — algo que, neste momento, não existe.

O tempo corre. E o eleitor rondoniense começa a se preparar para uma das campanhas mais polarizadas da história recente do estado.
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