Taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,4%, menor nível da série histórica iniciada em 2012 – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (Alô Rondônia)
Resultado divulgado pelo IBGE mostra estabilidade em relação ao trimestre anterior e queda na comparação com o mesmo período do ano passado
Porto Velho, Rondônia – A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa estabilidade em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025, quando o indicador também registrou 5,4%. O percentual é o menor da série histórica comparável iniciada em 2012.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a taxa estava em 6,5%, houve queda de 1,1 ponto percentual.
QUEDA NO NÚMERO DE DESOCUPADOS
De acordo com o levantamento, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no período analisado. O número representa o menor contingente da série histórica.
Em relação ao mesmo trimestre de 2025, houve redução de 17,1% no total de desempregados, o que equivale a cerca de 1,2 milhão de pessoas a menos em busca de trabalho.
NÚMERO DE OCUPADOS ATINGE RECORDE
A população ocupada no país chegou a 102,7 milhões de pessoas, o maior nível já registrado pela pesquisa. O indicador permaneceu estável no trimestre, mas apresentou crescimento de 1,7% na comparação anual, equivalente a 1,7 milhão de trabalhadores a mais.
O nível de ocupação — que mede a proporção de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar — ficou em 58,7%, mantendo estabilidade no trimestre e apresentando alta de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior.
RENDA MÉDIA TAMBÉM ATINGE MAIOR VALOR DA SÉRIE
O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro de 2026. O valor representa aumento de 2,8% em relação ao trimestre anterior e crescimento de 5,4% na comparação anual.
A massa de rendimento real habitual também atingiu recorde, chegando a R$ 370,3 bilhões. O montante representa aumento de 2,9% no trimestre, equivalente a R$ 10,5 bilhões, e crescimento de 7,3% no ano, cerca de R$ 25,1 bilhões a mais.
Segundo a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, os dados indicam estabilidade no mercado de trabalho, mesmo com o impacto sazonal típico do início do ano.
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