Oruam é considerado foragido após 66 violações ao uso da tornozeleira eletrônica

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Oruam é considerado foragido após 66 violações ao uso da tornozeleira eletrônica

Oruam teve prisão decretada após sucessivas violações ao monitoramento eletrônico - Foto: Reprodução WEB (Alô Rondônia)

STJ revoga liminar e Justiça do Rio determina prisão preventiva do rapper

Porto Velho, Rondônia – O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido nacionalmente como Oruam, tornou-se foragido após a Justiça do Rio de Janeiro determinar sua prisão preventiva nesta terça-feira (3). A Polícia Civil afirmou que tentou cumprir a ordem no endereço do artista, mas ele não foi encontrado e segue em paradeiro incerto.

DECISÃO FOI BASEADA EM REINCIDÊNCIA DE VIOLAÇÕES

Oruam estava em liberdade condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica, medida imposta após liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, a própria Corte revogou o benefício após receber relatórios que mostravam violação sistemática das medidas judiciais.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o monitoramento eletrônico registrou 66 violações, sendo 21 apenas em 2026, ligadas especialmente ao não carregamento da bateria, o que deixa o equipamento inoperante. Houve também descumprimento do recolhimento domiciliar noturno.

A tornozeleira anterior, trocada em 9 de dezembro, apresentou dano eletrônico compatível com forte impacto, segundo perícia. Após a substituição, o novo equipamento voltou a ficar desligado.

JUSTIÇA ENTENDEU QUE MEDIDAS ALTERNATIVAS SE ESGOTARAM

Com as violações constantes, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do réu. A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, avaliou que as cautelares já não garantiam a ordem pública nem a efetividade do processo penal. Após a revogação da liminar do STJ, decretou a prisão.

A Seap informou que alertava mensalmente o Judiciário sobre o descumprimento, sem mudança de comportamento por parte do monitorado.

ACUSAÇÃO: TENTATIVA DE HOMICÍDIO CONTRA POLICIAIS

Oruam é réu em ação penal que investiga tentativa de homicídio qualificado contra dois agentes da Polícia Civil: o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz.

A denúncia relata que o crime ocorreu durante operação policial em 22 de julho de 2025, quando equipes buscavam cumprir ordem judicial envolvendo um menor investigado por tráfico e crimes patrimoniais. O rapper e outros integrantes teriam arremessado pedras de grande peso contra os policiais.

Além de Oruam, outros três homens respondem pelo mesmo crime:
  • Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira
  • Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais
  • Victor Hugo Vieira dos Santos
Oruam é filho de Marcinho VP, preso em penitenciária federal por chefiar facção criminosa, o que aumenta a repercussão do caso nos meios policiais e judiciais.

BUSCAS CONTINUAM

A Polícia Civil segue com diligências para localizar o rapper. O caso reacende o debate sobre o cumprimento de medidas alternativas, uso da tornozeleira e estratégias de acompanhamento de réus que recebem liberdade condicionada — especialmente em crimes violentos.
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