Léo Moraes lança projeto de microflorestas e inicia recuperação de área degradada em Porto Velho

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Léo Moraes lança projeto de microflorestas e inicia recuperação de área degradada em Porto Velho

Microflorestas começam a ser implantadas no Parque da Cidade com mudas e árvores adultas - Foto: Reprodução (Alô Rondônia)

Primeira etapa prevê plantio de 330 árvores e criação de pomar urbano no Parque da Cidade

Porto Velho, Rondônia - A Prefeitura de Porto Velho iniciou nesta semana um projeto inédito de microflorestas urbanas voltado à recuperação de áreas degradadas e à produção de alimentos na capital. A iniciativa, idealizada pelo prefeito Léo Moraes, prevê transformar espaços públicos ociosos em áreas verdes produtivas, combinando paisagismo, função social e mitigação dos efeitos do calor.

PRIMEIRA ETAPA TEM 330 ÁRVORES PLANTADAS NO PARQUE DA CIDADE

O projeto começou pelo Parque da Cidade, onde estão sendo plantadas 300 mudas com cerca de 1,5 metro de altura e outras 30 árvores adultas, entre 3 e 5 metros. A proposta é criar um pomar urbano com espécies frutíferas e nativas, integrando produção de alimentos, sombreamento e recuperação ambiental.

A ação busca recuperar áreas degradadas e Áreas de Proteção Permanente (APPs) inseridas no perímetro urbano, que sofrem impacto direto da expansão da cidade e da baixa cobertura vegetal.

PERSPECTIVA DO PROJETO: ARBORIZAÇÃO QUE PRODUZ ALIMENTO

Diferente de modelos tradicionais de paisagismo — focados sobretudo em estética e floricultura — o plano das microflorestas trabalha o conceito de paisagismo produtivo, utilizando espécies que oferecem frutos, sombra e serviços ambientais.

Entre os benefícios apontados por técnicos municipais estão:
  • redução da temperatura urbana,
  • reequilíbrio do solo degradado,
  • criação de corredores verdes,
  • incentivo à segurança alimentar,
  • aumento da biodiversidade em zonas densamente urbanizadas.
PARCERIAS NA EXECUÇÃO

A operação é realizada por equipes da SEMAGRI, da SEMUSB, e conta com apoio técnico da SEMA, responsável pela preparação do terreno e perfuração das covas.

Para incluir espécies de maior porte já na fase inicial, houve parceria com o Viveiro Amazônia, que forneceu árvores adultas utilizadas na intervenção.

ESPÉCIES SELECIONADAS

Frutíferas: caju, cajazinha, genipapo, azeitona e ingazinha
Nativas e ornamentais: ipê-rosa, jacarandá, manguba, rezeda e sibipiruna

O conjunto compõe as primeiras unidades de microflorestas que devem ser replicadas em outros bairros conforme avanço do cronograma.

CONTEXTO: POR QUE A MEDIDA IMPORTA

Porto Velho está entre as capitais amazônicas com menor cobertura de arborização urbana, segundo levantamentos do setor ambiental. A criação de microflorestas e pomares urbanos integra estratégias usadas em outras cidades brasileiras e internacionais para:
  • reduzir ilhas de calor,
  • melhorar a infiltração da água da chuva,
  • ampliar áreas sombreadas para pedestres,
  • recuperar espaços púbicos abandonados,
  • transformar áreas degradadas em zonas de convivência.
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