Parceria entre Eve Air Mobility e AirX prevê uso turístico de eVTOLs em Tóquio e Osaka
Porto Velho, Rondônia - A empresa Eve Air Mobility, subsidiária da brasileira Embraer, confirmou a venda de duas aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) para a japonesa AirX, marcando o primeiro acordo da companhia na região Ásia-Pacífico. O contrato inclui opção de compra de até 50 unidades adicionais, ampliando o potencial de expansão da parceria.
NOVA ETAPA DA MOBILIDADE AÉREA
As aeronaves serão entregues em 2029 e devem operar inicialmente em Tóquio e Osaka, focadas em rotas turísticas de última milha — deslocamentos curtos entre atrações e pontos estratégicos das cidades. A iniciativa reforça a chegada de uma nova fase da mobilidade aérea urbana, com veículos 100% elétricos, menor ruído e operação mais sustentável.
Durante participação no Singapore Airshow, a Eve destacou que o acordo representa avanço estratégico para ampliar a presença da empresa em mercados internacionais.
PARCERIA ESTRATÉGICA
O CEO da AirX, Kiwamu Tezuka, afirmou que a colaboração posiciona a empresa na vanguarda das soluções aéreas sustentáveis. Segundo ele, a adoção de eVTOLs fortalece a estratégia de inovação e expande a oferta de transporte turístico aéreo no Japão, hoje feita majoritariamente por helicópteros.
REAÇÃO DO MERCADO
O anúncio impactou o desempenho das ações da Eve na B3, interrompendo a sequência de quedas registradas nos últimos pregões. Os papéis, lançados em julho de 2025 a R$ 39, encerraram a quarta-feira (4) cotados a R$ 19,80, após terem atingido R$ 19,62 no dia anterior — o menor valor desde setembro de 2025.
Na New York Stock Exchange (NYSE), a retração também permanece: desde 22 de janeiro, quando estavam em US$ 4,59, as ações caíram para US$ 3,65 na última sessão.
CONECTIVIDADE GLOBAL E FUTURO DO SETOR
Com a consolidação desse contrato, a Eve amplia sua presença no mercado mundial de aeronaves elétricas, que vem sendo impulsionado por governos, empresas aéreas e operadores turísticos interessados em reduzir emissões e diversificar modais de transporte.
A expectativa é que novas parcerias internacionais sejam anunciadas ao longo de 2026, acompanhando a evolução dos testes e certificações necessárias para a operação dos eVTOLs.
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