CNJ Atualiza Regras de Tecnologia e Segurança Digital em Cartórios de Todo o País

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CNJ Atualiza Regras de Tecnologia e Segurança Digital em Cartórios de Todo o País

Conselho Nacional de Justiça institui novos padrões de segurança para serviços notariais e de registro

Porto Velho, RO – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou o Provimento nº 213/2026, que redefine os padrões mínimos de tecnologia e segurança da informação a serem adotados pelos cartórios do país. A nova regulamentação substitui integralmente o Provimento nº 74/2018 e inaugura um marco normativo para a gestão digital das serventias extrajudiciais. 

MUDANÇAS AFETAM MAIS DE 12 MIL CARTÓRIOS

O texto normativo estabelece um conjunto de requisitos de conformidade que agora passa a ser obrigatório em todo o território nacional, incluindo:

  • mecanismos de alta segurança digital;

  • planos formais de continuidade e contingência para falhas;

  • protocolos de recuperação de desastres;

  • controle rígido de acessos, com trilhas de auditoria;

  • critérios padronizados de backup e preservação de dados;

  • políticas adequadas de proteção de dados pessoais, conforme a LGPD.

Segundo o CNJ, a expansão das operações digitais e a crescente informatização dos atos notariais exigem padrões modernos para evitar vulnerabilidades, preservar autenticidade jurídica e aumentar a confiança no sistema extrajudicial.

CARTÓRIOS TERÃO PRAZOS ESCALONADOS CONFORME O FATURAMENTO

Para reduzir o impacto financeiro, especialmente em serventias de menor porte, a norma distribui as obrigações em três faixas econômicas:

  • Classe 1 – receita semestral até R$ 100 mil

  • Classe 2 – até R$ 500 mil

  • Classe 3 – acima de R$ 500 mil

As exigências técnicas serão proporcionais à capacidade operacional de cada classe, buscando evitar que pequenas unidades sejam inviabilizadas pelas novas demandas estruturais.

IMPACTO DIRETO PARA USUÁRIOS

A implementação dos novos padrões deve alterar a experiência dos cidadãos que utilizam os serviços extrajudiciais. O CNJ destaca que a modernização tende a:

  • reduzir indisponibilidades e falhas sistêmicas;

  • aumentar a integração com plataformas nacionais;

  • garantir rastreabilidade e transparência dos atos;

  • proteger dados sensíveis presentes nos acervos cartorários.

A partir de agora, todo incidente de segurança considerado crítico deverá ser comunicado imediatamente às corregedorias estaduais.

POR QUE ISSO IMPORTA

Os cartórios administram bases de dados essenciais: imóveis, certidões, testamentos, contratos, procurações e informações pessoais sensíveis. Nos últimos anos, ataques cibernéticos e falhas operacionais demonstraram fragilidades no sistema extrajudicial brasileiro, motivando o CNJ a endurecer os padrões técnicos.

A determinação passa a valer de forma imediata e impacta os tribunais de justiça estaduais, responsáveis pela fiscalização e pela garantia de cumprimento das novas regras.

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