Rondônia lidera Região Norte no acompanhamento da frequência escolar e sobe no ranking nacional em 2025

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Rondônia lidera Região Norte no acompanhamento da frequência escolar e sobe no ranking nacional em 2025

    Estudantes da rede pública participam de atividades escolares em Rondônia - Foto: Daiane Mendonça/Secom (Alô Rondônia)

Estado alcança 93,68% de monitoramento no fim do ano e fica em 4º lugar no país, mas especialistas alertam: acompanhar presença não é o mesmo que garantir aprendizagem

Porto Velho, Rondônia – Rondônia manteve a liderança na Região Norte no acompanhamento da frequência escolar entre fevereiro e novembro de 2025 e encerrou o período entre os quatro melhores estados do país, segundo dados do monitoramento vinculado ao Bolsa Família, em parceria com o Pé-de-Meia e a Estratégia Busca Ativa. O melhor desempenho foi registrado entre outubro e novembro, quando o estado atingiu 93,68%, garantindo o 4º lugar no ranking nacional.

Os números são positivos e indicam maior controle da permanência dos estudantes na escola. No entanto, o resultado reacende um debate importante: frequência monitorada não garante, por si só, qualidade do ensino ou aprendizagem efetiva.

EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES AO LONGO DE 2025

Ao longo do ano, Rondônia apresentou crescimento gradual no acompanhamento da frequência:
  • Fevereiro/Março: 88,81% (5º lugar nacional)
  • Abril/Maio: 90,18% (5º lugar) 
  • Junho/Julho: 90,67% (6º lugar)
  • Agosto/Setembro: 90,59% (6º lugar)
  • Outubro/Novembro: 93,68% (4º lugar)
Na Região Norte, o estado permaneceu em 1º lugar durante todo o período analisado, consolidando liderança regional no indicador.

DISCURSO OFICIAL E LIMITES DO INDICADOR

Para o governador Marcos Rocha, o desempenho evidencia o compromisso com o direito à educação. Segundo ele, o acompanhamento da frequência funciona como instrumento de gestão para orientar ações das escolas e das equipes técnicas.

Já a secretária de Estado da Educação, Albaniza Oliveira, atribui o resultado ao trabalho integrado entre gestão, escolas e políticas de proteção social, destacando a atuação preventiva diante de situações de vulnerabilidade.

Especialistas, porém, ponderam que o foco excessivo em rankings pode mascarar problemas estruturais, como defasagem de aprendizagem, evasão silenciosa, falta de professores em áreas específicas e infraestrutura desigual entre escolas urbanas e rurais.

FREQUÊNCIA X APRENDIZAGEM

O ranking considera estudantes de 4 a 18 anos, com exigência de frequência mínima de 60% para crianças de 4 a 6 anos e 75% para estudantes de 6 a 18 anos, além da participação nas avaliações escolares — critérios ligados à manutenção de benefícios sociais.

Embora esses mecanismos ajudem a manter o aluno matriculado, educadores alertam que estar na escola não significa necessariamente aprender. Sem políticas robustas de alfabetização, recomposição de aprendizagem e valorização docente, o risco é transformar a frequência em um indicador burocrático, desconectado dos resultados pedagógicos.

DESAFIO PARA 2026

O desempenho coloca Rondônia em posição de destaque no cenário nacional, mas também amplia a responsabilidade do governo estadual. O desafio para 2026 será converter presença em sala de aula em aprendizagem real, com avaliações transparentes, investimento pedagógico e políticas que enfrentem desigualdades históricas no sistema educacional.
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