Por que Caiado deixou o União Brasil e migrou para o PSD de Kassab

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Por que Caiado deixou o União Brasil e migrou para o PSD de Kassab

Governadores Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior ao lado de Gilberto Kassab, presidente do PSD - Foto: Reprodução (Alô Rondônia)

Filiação garante acesso à estrutura nacional, liberdade de articulação e consolida estratégia de centro-direita para 2026

Porto Velho, Rondônia – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou nesta quarta-feira (28) sua saída do União Brasil e filiação ao PSD, sigla comandada por Gilberto Kassab, em um movimento que redesenha o tabuleiro da centro-direita rumo às eleições presidenciais de 2026. A entrada do goiano reforça o grupo de governadores presidenciáveis do partido, que já inclui Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS), e consolida a estratégia de Kassab de construir uma alternativa fora do eixo direto do bolsonarismo.

ESTRUTURA, AUTONOMIA E GARANTIAS ELEITORAIS

Segundo aliados, o PSD ofereceu a Caiado uma combinação de fatores decisiva para sua mudança: acesso pleno ao financiamento eleitoral, liberdade para montar sua própria chapa e autonomia para negociar alianças estaduais, sem interferência de federações ou vetos internos — pontos que o União Brasil não garantia com a mesma amplitude.

Outro elemento central para a migração foi o modelo de escolha do candidato presidencial. No PSD, a definição será feita por um colegiado restrito formado por Kassab, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif Domingos e Andrea Matarazzo, evitando disputas internas prolongadas e prévias abertas.

Caiado avalia que chega competitivo: com dois mandatos no governo de Goiás e trajetória nacional consolidada, ele se apresenta como o nome de maior experiência administrativa entre os três postulantes.

UNIÃO INTERNA E ACORDO PARA O SEGUNDO TURNO

Apesar de disputar a indicação presidencial, o trio Caiado–Leite–Ratinho firmou compromisso público de unidade interna. Quem for escolhido terá o apoio dos demais.

Há também um pacto nacional articulado com Kassab: no segundo turno, o PSD apoiará qualquer candidato da direita que enfrente o presidente Lula (PT). O acordo inclui a possibilidade de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), caso ele avance para a última etapa do pleito.

A estratégia busca evitar o isolamento político e demonstrar ao eleitorado conservador que haverá convergência na reta final da disputa.

O PROJETO DE “PÓS-BOLSONARISMO”

A movimentação do PSD está inserida em uma agenda de reposicionamento. O partido quer se firmar como uma centro-direita moderada, capaz de dialogar com conservadores sem depender diretamente da influência da família Bolsonaro.

A avaliação interna é de que o eleitorado tende a buscar perfis administrativos e menos polarizados ao longo de 2026, abrindo espaço para nomes como Caiado, Leite ou Ratinho Júnior.

Ao deixar o União Brasil e ingressar no PSD, Caiado entra de vez nesse projeto — ampliando o peso político do partido e reforçando a leitura de que o cenário eleitoral ainda está em formação.
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