Governador revisa estratégia após desgaste e tenta reconstruir articulação partidária em tom mais humilde
Porto Velho, Rondônia – Depois do desgaste provocado pela tentativa frustrada de migrar seu grupo político para o PRD, o governador Marcos Rocha (União Brasil) iniciou uma nova articulação, desta vez mirando o PSD, comandado em Rondônia pelo ex-senador Expedito Júnior. O movimento acontece em clima de prudência, discrição e promessa de mais diálogo, após o episódio que expôs fragilidades na condução política do Palácio Rio Madeira.
A investida no PRD durou apenas oito dias e terminou em recuo, gerando críticas entre aliados e lideranças nacionais. A articulação, conduzida pelo secretário-chefe da Casa Civil, Elias Rezende, foi classificada nos bastidores como “amadora” e transformou o governo em alvo de ironias, ao ponto de interlocutores afirmarem que um governador “não poderia ter passado por tanto constrangimento público”.
FIASCO NO PRD AINDA REPERCUTE
A entrada do grupo de Marcos Rocha no PRD tinha objetivo eleitoral claro: reposicionar a base governista para 2026. Porém, sem garantias políticas nem alinhamento com a direção nacional, o movimento azedou rapidamente.
O impasse provocou:
- desgaste público,
- desconforto interno,
- críticas de lideranças locais e nacionais,
- e a necessidade de reorganizar o núcleo político do governo.
Aliados relatam que a ordem agora é “virar a página sem repetir erros”, mantendo negociações restritas e evitando anúncios improvisados.
NOVA APOSTA: PSD DE EXPEDITO JÚNIOR
Após o recuo, Rocha e Elias Rezende passaram a trabalhar silenciosamente pela construção de um caminho no PSD. A legenda tem presença nacional robusta e articulação consolidada, fatores vistos como trunfos para a disputa de 2026.
Dentro do governo, a orientação é que a construção seja:
- gradual,
- negociada com a cúpula partidária,
- sem pressa e sem exposição precoce.
NOMINATA EM MONTAGEM PARA DEPUTADO ESTADUAL
Fontes políticas confirmam que a montagem da nominata para a Assembleia Legislativa já está em curso. O grupo do governador pretende levar ao PSD nomes ligados à segurança pública e à atual gestão, entre eles:
- Coronel Jeferson
- Coronel Braguim
- Sandro Rocha
- Lauro Fernandes
- Coronel Vital
A intenção é formar um time competitivo que fortaleça o partido no estado.
DISPUTA PARA A CÂMARA FEDERAL
Para a Câmara dos Deputados, os nomes cotados incluem:
- Elias Rezende, apontado por aliados como o “mega articulador” da nova fase;
- Jaqueline Cassol, que mantém base eleitoral consolidada;
- outros nomes ainda em avaliação.
A expectativa é definir o grupo federal até o fim do primeiro trimestre.
ARTICULAÇÃO MAIS HUMILDE E CONTROLADA
Dentro do governo, a avaliação é que o episódio do PRD serviu como aprendizado político. A ordem é:
- reduzir exposição,
- evitar discursos improvisados,
- fortalecer canais com a direção nacional do PSD,
- e reconstruir credibilidade após o desgaste.
Analistas políticos apontam que a ida ao PSD faz parte do plano de Marcos Rocha de manter influência após 2026, seja como articulador estadual ou como ator relevante em cenários nacionais.
CLIMA AINDA É DE CAUTELA
Embora as negociações avancem, aliados admitem que o constrangimento recente ainda pesa nos bastidores. Por isso, a estratégia atual é silenciosa, sem eventos públicos, buscando recompor pontes queimadas e aparar arestas internas após o fiasco político de janeiro.
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