Governador Marcos Rocha promove exonerações na Educação e acirra crise política em meio a déficit bilionário em Rondônia

Novidades

6/recent/ticker-posts

Governador Marcos Rocha promove exonerações na Educação e acirra crise política em meio a déficit bilionário em Rondônia

Sede do Governo de Rondônia, no Centro Político Administrativo (CPA), em Porto Velho (Foto: Arquivo/Secom RO – Alô Rondônia)

Cortes atingem cargos ligados ao vice-governador Sérgio Gonçalves e ocorrem sob pressão de um rombo fiscal estimado em R$ 1 bilhão no fechamento de 2025

Porto Velho, Rondônia - O governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), publicou no Diário Oficial do Estado, em 29 de dezembro de 2025, um decreto que exonera servidores ocupantes de cargos de direção e assessoramento na área da Educação, ligados politicamente ao gabinete do vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil). As mudanças ocorrem em um cenário de forte tensão interna no governo e às vésperas do encerramento do exercício financeiro, marcado por um déficit estimado em R$ 1 bilhão.

EXONERAÇÕES ATINGEM NÚCLEO DA EDUCAÇÃO

De acordo com os decretos, com vigência a partir de 5 de janeiro de 2026, foram exonerados servidores que ocupavam cargos comissionados entre os níveis CDS-03 e CDS-09, todos vinculados à Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a superintendências regionais de ensino.

Foram exonerados:
  • Luiz Gustavo Ferreira Santana – CDS-09 (Assessor IX), Seduc
  • Andreia Silva Limão de Souza – CDS-03 (Assessora III), Superintendência Regional de Educação
  • Lilian Raquel Nunes Ribeiro da Silva – CDS-05 (Assessora V), Seduc
  • Luiz Phelippe de Assumpção Barroso – CDS-06 (Assessor VI), Seduc
  • Fábio Adriano Lopes Serra – CDS-06 (Assessor VI), Seduc
  • Jonas Cligie Mittouso Pinheiro – CDS-04 (Assessor IV), Seduc
As exonerações têm como base legal o artigo 65, inciso V, da Constituição Estadual, além da Lei Complementar nº 965/2017, que regulamenta os cargos comissionados no Executivo.

CLIMA DE TENSÃO E DISPUTA INTERNA

Nos bastidores do Centro Político Administrativo (CPA), aliados relatam que a decisão do governador ocorre em meio a um ambiente de desgaste político e crescente pressão sobre a gestão estadual. A retirada de quadros ligados ao vice-governador Sérgio Gonçalves é interpretada como um movimento que expõe fissuras internas dentro do próprio União Brasil.

Fontes próximas ao Palácio Rio Madeira afirmam que Marcos Rocha estaria contrariado com o avanço do desequilíbrio fiscal no fim do mandato, o que teria elevado o nível de cobrança por cortes e ajustes imediatos, especialmente em cargos comissionados e funções gratificadas.

ROMBO FISCAL AMPLIA PRESSÃO POR AJUSTES

O governo estadual encerra 2025 sob a projeção de um déficit que pode alcançar R$ 1 bilhão, cenário que acendeu alertas entre técnicos, parlamentares e órgãos de controle. A situação fiscal reforça a expectativa de novas medidas de contenção de despesas, incluindo revisão de contratos, contingenciamento orçamentário e possível reestruturação administrativa.

Especialistas avaliam que, em contextos de aperto fiscal, a Educação costuma ser um dos setores mais sensíveis a rearranjos políticos, justamente por concentrar grande número de cargos comissionados e orçamento expressivo.

IMPACTOS POLÍTICOS E ADMINISTRATIVOS

Além do efeito imediato na estrutura da Seduc, as exonerações sinalizam uma redistribuição de forças internas no governo. A medida atinge diretamente o campo político do vice-governador e reforça a percepção de que a reta final da gestão será marcada por disputas internas, especialmente diante do cenário eleitoral que se aproxima.

A expectativa agora recai sobre a publicação de possíveis substitutos para os cargos vagos, a fim de garantir a continuidade administrativa nas superintendências regionais e na secretaria.

PRÓXIMOS PASSOS

Entre os desdobramentos esperados estão:
  • Anúncio de novas nomeações para recomposição da estrutura da Seduc;
  • Ampliação das medidas de ajuste fiscal no início de 2026;
  • Possível manifestação pública do vice-governador Sérgio Gonçalves e de parlamentares aliados sobre o alcance das exonerações.

Reactions

Postar um comentário

0 Comentários