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| (Foto reprodução) |
Porto Velho, RO - O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (21) seu relatório trimestral de inflação, apontando que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano em 4,6%. A estimativa é superior à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3,25%, com margem de oscilação entre 1,75% e 4,75%.
O relatório destaca uma significativa redução da probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior da meta para 2023, que caiu de cerca de 67% para 17%. Essa mudança reflete a projeção mais baixa para 2023, de 5,0% para 4,6%, e a diminuição da incerteza associada a um horizonte de projeção mais curto.
O Banco Central reafirmou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, fixando-a em 11,75% ao ano. A instituição destaca que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante, incluindo os anos de 2024 e 2025.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ressaltou que, caso o cenário esperado se confirme, o Copom antevê reduções de mesma magnitude nas próximas reuniões. A avaliação é de que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário.
O ambiente externo, segundo o relatório, permanece volátil, com movimentos expressivos das taxas de juros de prazos mais longos nos Estados Unidos. Os núcleos de inflação também continuam elevados em diversos países. O Banco Central avalia que os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas, apesar das pressões nos mercados de trabalho.
Na perspectiva doméstica, o relatório projeta um arrefecimento no crescimento no terceiro trimestre, com um aumento de 0,1%, após uma forte alta no trimestre anterior. Destaca-se o crescimento do consumo das famílias, especialmente de serviços e bens de consumo não duráveis, enquanto os investimentos têm recuado nos últimos quatro trimestres.
A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada, aumentando de 2,9% para 3% em 2023, e para 2024, a previsão passou de 1,8% para 1,7%. O cenário prospectivo inclui um aumento no ritmo de crescimento ao longo do próximo ano, com moderação do consumo das famílias, retomada dos investimentos e manutenção de um balanço favorável nas contas externas.
O Banco Central enfatiza a resiliência da atividade global, destacando o crescimento abaixo do potencial, mas sustentado por um mercado de trabalho aquecido e consumo das famílias. O setor de serviços continua sendo um destaque de crescimento, refletindo as mudanças no perfil do consumo das famílias e os mercados de trabalho robustos. O documento também destaca o comprometimento dos bancos centrais com a estabilidade inflacionária em um ambiente global desafiador.
Fonte: Agência Brasil
