Abstenção ficou na média de edições anteriores da prova
Porto Velho, RO - A ausência marcou o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com 32% dos inscritos optando por não comparecer aos locais de prova neste domingo (12). Isso significa que um em cada três inscritos não participou do exame, mesmo após a realização de uma edição intensiva de preparação.
Mais de 3,9 milhões de pessoas se inscreveram para o Enem deste ano, e a taxa de ausência foi a mesma registrada no segundo dia da edição de 2022. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aponta que a média histórica de abstenção no Enem gira em torno de um terço dos inscritos, exceto nos dois primeiros anos da pandemia, quando a abstenção atingiu 55% em 2021.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou a necessidade de avaliar o Enem e buscar estratégias para aumentar o número de inscrições e reduzir as taxas de ausência.
“Vamos fazer uma grande avaliação final desse Enem para que possamos, não só ampliar o número de participantes, mas diminuir esse percentual [de ausência], apesar de, historicamente, ter sido esse o percentual.”
Eliminações e Incidentes:
Durante o segundo dia de provas, focado em ciências da natureza e matemática, 2.217 participantes foram eliminados por diferentes motivos. Desde a posse de equipamentos eletrônicos até não seguir as orientações dos fiscais ou sair antes do tempo permitido (15h30). Houve também 859 problemas logísticos, como emergências médicas, interrupções temporárias de luz ou problemas de abastecimento de água.
O presidente do Inep, Manuel Palácios, avaliou o dia de prova como transcorrendo dentro da normalidade: “Exceto por alguns episódios com pequenos incidentes, a aplicação ocorreu com tranquilidade em todo o país.”
Questão Anulada e Vazamento de Imagens:
Uma questão relacionada à gripe causada pelo vírus H1N1 foi anulada por falta de ineditismo, pois já havia sido aplicada na edição do Enem para pessoas privadas de liberdade em 2010. O Ministério da Educação assegurou que a anulação não afeta o resultado do Enem.
Além disso, um vazamento de fotos de um dos cadernos da prova foi identificado à tarde, antes do horário permitido para sair com a prova impressa. O Ministro da Educação, Camilo Santana, informou que a Polícia Federal foi acionada para investigar o caso, mas assegurou que o vazamento não prejudicou a aplicação do Enem.
“Lembrando que não há nenhum prejuízo porque não houve confirmação de vazamento antes do início da prova. A prova já tinha iniciado às 13h30, todos os portões estavam fechados, e três horas e meia depois houve essa circulação. A Polícia Federal colocará todo o rigor para apurar esse fato criminoso.”
No primeiro dia, a Polícia Federal já havia identificado oito suspeitos de vazar a prova, e neste segundo dia, não foram identificadas fotos antes do início do teste.
Reaplicação e Próximos Passos:
Estudantes que se sentiram prejudicados por algum motivo podem solicitar a reaplicação da prova até 17 de novembro. A reaplicação ocorrerá nos dias 12 e 13 de dezembro. O ministro destacou que a prioridade é garantir que todos tenham uma oportunidade justa.
“Quem foi prejudicado por problemas logísticos ou acometido por doenças infectocontagiosas, como prevê o edital, pode pedir para fazer as provas nos dias 12 e 13 de dezembro. O mesmo vale para as pessoas que não compareceram porque foram alocadas a uma distância superior a 30 quilômetros da residência informada na inscrição.”
O segundo dia do Enem de 2023 abordou os estudantes com 90 questões de ciências da natureza e matemática, aplicadas em 1.750 municípios e mais de 132 mil salas em todo o país.
Fonte: O observador
