Porto Velho, RO - A situação humanitária em Gaza atingiu um novo nível de urgência com as ações israelenses resultando em cortes no fornecimento de energia elétrica e combustível na região. No Hospital Al-Shifa, o maior da área, médicos foram forçados a adotar medidas extremas para salvar bebês recém-nascidos e prematuros.
Devido à falta de eletricidade nas incubadoras, os profissionais de saúde retiraram os bebês e os envolveram em papel alumínio, toalhas e cobertores térmicos umedecidos com água quente na esperança de preservar o calor vital. Infelizmente, a falta de eletricidade comprometeu gravemente a capacidade de operação dos geradores das incubadoras, tornando essa ação desesperada a única opção.
No domingo (12), um representante do Hamas revelou que cinco bebês prematuros e sete pacientes em estado crítico não resistiram devido à escassez de eletricidade no hospital Al-Shifa. O diretor do centro médico, Muhammad Abu Salmiya, descreveu a situação, afirmando: "Eu estava com eles há um tempo atrás. Eles agora estão expostos porque os tiramos das incubadoras. Nós os embrulhamos em papel alumínio e colocamos água quente ao lado deles para que possamos aquecê-los."
O médico Ahmed Al-Mokhallalati, que registrou imagens angustiantes dos bebês nessas condições, explicou que a constante ameaça dos bombardeios israelenses impede o funcionamento dos geradores. As fotos, mostrando os bebês vulneráveis reunidos em uma cama do hospital, circularam amplamente nas redes sociais, destacando a gravidade da crise humanitária em Gaza.
A comunidade internacional está sendo instada a intervir urgentemente para garantir o fornecimento ininterrupto de energia e assistência médica necessária, a fim de preservar vidas inocentes diante das terríveis condições provocadas pela escalada de conflitos na região.
Fonte: O observador
