Passageiros processam companhia após turbulência em voo que despencou no ar

Aeronave caiu 54 metros em 4 segundos, arremessando passageiros e tripulantes que não usavam cinto ​​contra o teto

Voo enfrentou turbulência inesperada: processo judicial - Reprodução redes sociais

Porto Velho, RO - Uma turbulência severa registrada durante um voo da Singapore Airlines em 2024 foi parar nos tribunais. Três passageiros feridos durante a ocorrência no voo SQ321 entraram com um pedido de indenização por danos pessoais contra a companhia aérea no Tribunal Superior do Reino Unido, quase um ano após o incidente que matou um passageiro e hospitalizou mais de 100 outros.

Os autores da ação, Bradley Richards, Benjamin Read e Alison Read buscam indenização por meio do escritório de advocacia Keystone Law, em decorrência do incidente de 21 de maio de 2024, que ocorreu aproximadamente 11 horas após o início do voo de 13 horas de Londres-Heathrow (LHR) para Singapura.

O Boeing 777-300ER transportava 211 passageiros e 18 tripulantes quando encontrou uma forte e repentina turbulência em céu claro sobre Mianmar. Os dados de voo, informa o Aero Time, mostraram que a aeronave caiu 54 metros em pouco mais de quatro segundos.

A força da gravidade fez com que os ocupantes que estavam sem o cinto afivelado fossem arremessados contra o teto da aeronave. Cento e quatro pessoas foram hospitalizadas após o pouso de emergência em Bangkok, sendo que pelo menos 20 necessitaram de cuidados intensivos ou cirurgia.

Boeing 777-300ER: cabine parcialmente destruídaReprodução redes sociais

Geoff Kitchen, um aposentado de 73 anos do ramo de seguros, morador de Thornbury, perto de Bristol, morreu de um provável ataque cardíaco durante o incidente. Ele estava com a esposa. A família de Kitchen não faz parte do processo judicial em andamento contra a Singapore, que não se pronunciou.

Bradley Richards, um engenheiro de telecomunicações de 31 anos de Essex, foi catapultado contra o teto da aeronave durante o salto. Ele sofreu múltiplas fraturas na coluna, um hematoma epidural espinhal e um corte na cabeça que exigiu 20 pontos. Ele foi retirado da aeronave em uma cadeira de rodas após o pouso em Bangkok e afirmou temer que os ferimentos pudessem encerrar sua carreira.

Companhia aérea enfrenta processo após morte e feridos a bordoAlex Beltyukov via Wikimedia Commons

Benjamin Read disse que ficou preso ao teto durante a turbulência. Seu filho de dois anos foi arremessado para trás, mas saiu ileso. Sua esposa, Alison, sofreu uma concussão que levou a uma convulsão, enquanto ele sofreu lesões no pescoço.

A Singapore Airlines havia oferecido anteriormente US$ 10 mil (quase R$ 50 mil) aos passageiros com ferimentos leves e US$ 25 mil (um pouco mais de R$ 123 mil), além do reembolso integral das passagens para todos a bordo. A companhia aérea descreveu esses valores como pagamentos parciais para a resolução final do caso.

O documento apresentado ao Tribunal Superior sugere que os requerentes consideram esses valores insuficientes dada a gravidade de seus ferimentos.

Fonte: R7
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