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Fátima Cleide critica fisiologismo no Congresso e defende mudança no perfil do Legislativo brasileiro

Ex-senadora afirma que futuro do país depende da composição do Congresso e faz críticas aos governos pós-impeachment de Dilma Rousseff
 

Porto Velho, RO - A ex-senadora Fátima Cleide, pré-candidata a deputada estadual, publicou uma análise sobre o cenário político e econômico brasileiro, defendendo a necessidade de mudanças no perfil do Congresso Nacional e criticando o avanço do fisiologismo e da influência do chamado orçamento secreto no país.

No texto, Fátima afirma que o Brasil ainda enfrenta desafios históricos relacionados à desigualdade social, à economia e à educação pública, apesar dos avanços obtidos durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Ao comentar o cenário nacional recente, a ex-senadora fez duras críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e à condução econômica do ex-ministro da Economia Paulo Guedes.

Segundo ela, entre 2019 e 2022 o Brasil registrou baixo desempenho econômico, aumento da fome, desmontes de políticas públicas e agravamento da crise fiscal. A ex-parlamentar também afirmou que a pandemia da Covid-19 não pode ser apontada como única responsável pelos problemas enfrentados no período.

Fátima Cleide ainda criticou setores da grande imprensa e afirmou que houve participação da mídia na construção do ambiente político que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016.

Na avaliação da ex-senadora, o afastamento de Dilma provocou impactos econômicos e industriais no país, incluindo mudanças na política do pré-sal, enfraquecimento da indústria naval e dificuldades para grandes empresas nacionais da construção pesada.

O texto também direciona críticas ao funcionamento do Congresso Nacional, especialmente ao modelo de distribuição de emendas parlamentares e ao fortalecimento do chamado orçamento secreto.

Fátima citou os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e Arthur Lira ao comentar o crescimento do fisiologismo e do que classificou como “sequestro orçamentário” dentro do presidencialismo de coalizão brasileiro.

Segundo ela, o Legislativo passou a concentrar grande parte do controle sobre o orçamento federal, dificultando a execução de políticas públicas pelo Poder Executivo em áreas como saúde, assistência social e educação.

A ex-senadora também abordou os impactos das redes sociais e da disseminação de desinformação no ambiente político brasileiro. Em sua avaliação, a manipulação algorítmica e a circulação de conteúdos falsos passaram a influenciar diretamente o debate público e o comportamento eleitoral.

Ao concluir a análise, Fátima Cleide afirmou que a principal discussão para as próximas eleições não deve se limitar à disputa presidencial, mas principalmente ao perfil do Congresso Nacional que será eleito para os próximos anos.

Para a pré-candidata, o futuro político e econômico do país dependerá da formação de um Legislativo mais comprometido com projetos de desenvolvimento nacional e redução das desigualdades sociais.

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