Justiça condena oito por integrar organização criminosa após Operação Irmandade

Grupo ligado ao PCC recebeu penas de até quase 9 anos em regime fechado

Porto Velho, RO - O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a condenação de oito pessoas por integrarem uma organização criminosa em Rondônia. Parte dos réus também foi condenada por associação para o tráfico de drogas.

As investigações tiveram origem na Operação Irmandade, deflagrada em 2019 pela Polícia Federal, que desarticulou uma facção com atuação em Rondônia e Mato Grosso do Sul.

Segundo o MPRO, todos os condenados receberam pena de 4 anos de prisão e 20 dias-multa pelo crime de organização criminosa. Em sete casos, houve aumento da pena devido ao uso de arma de fogo. Além disso, seis réus também foram condenados por associação para o tráfico, com pena de 4 anos e 3 meses de reclusão e 800 dias-multa.

Com a soma das condenações, as penas variam entre 8 anos e 3 meses e 8 anos e 11 meses de prisão, além de 820 dias-multa, todas a serem cumpridas inicialmente em regime fechado.

As apurações apontaram que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas voltadas ao transporte de drogas e à negociação de armas e entorpecentes. Interceptações telefônicas comprovaram a ligação dos envolvidos com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Operação Irmandade

A operação cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão em cidades como Porto Velho, Guajará-Mirim, Vilhena, Ji-Paraná e Cacoal, além de Dourados e Campo Grande.

De acordo com a Polícia Federal, integrantes da organização tinham acesso a celulares dentro de presídios de Rondônia e mantinham contato com comparsas em liberdade, incluindo familiares, para coordenar o tráfico de drogas e armas.

Durante as investigações, foram apreendidas armas de fogo e munições que, segundo a PF, seriam utilizadas em crimes como furtos e roubos, principalmente de veículos que poderiam ser trocados por drogas.

A operação contou com apoio da Gerência de Informação e Inteligência Penitenciária da Secretaria de Estado de Justiça (GEII/Sejus) e do Grupo de Ações Penitenciárias (Gape), reforçando a atuação integrada no combate ao crime organizado no estado.


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