Haddad afirma que conflito no Oriente Médio não deve impactar economia brasileira de imediato

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Haddad afirma que conflito no Oriente Médio não deve impactar economia brasileira de imediato

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala com jornalistas após aula magna na USP, em São Paulo – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil (Alô Rondônia)

Ministro diz que cenário ainda é incerto, mas avalia que o país vive momento favorável para atração de investimentos

Porto Velho, Rondônia – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que a escalada de tensões no Oriente Médio, envolvendo ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã, não deve gerar impactos imediatos sobre a macroeconomia brasileira. A declaração foi dada em São Paulo, antes de uma aula magna na Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Haddad, embora o cenário internacional exija atenção, a economia brasileira mantém fundamentos que favorecem a atração de investimentos e sustentam estabilidade no curto prazo. Ele ressaltou, porém, que a evolução do conflito pode alterar o ambiente global.

CENÁRIO É DE INCERTEZA, DIZ MINISTRO

Haddad destacou que a equipe econômica acompanha o avanço das tensões com prudência. Para ele, a magnitude do conflito será determinante para eventuais impactos no Brasil.

“A escala do conflito vai determinar muita coisa. A economia brasileira está em um momento muito bom de atração de investimento. Mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas, a não ser, conforme eu disse, que esse conflito venha a escalar”, afirmou.

O ministro acrescentou que a pasta trabalha com diferentes cenários, mas que ainda não há elementos suficientes para prever consequências concretas.

“Vamos acompanhar com cautela para eventualmente estarmos preparados para uma piora do ambiente econômico que, nesse momento, é difícil prever que vai acontecer”, disse.

FECHAMENTO DO ESTREITO DE ORMIZ ELEVA ALERTA GLOBAL

Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o transporte marítimo de petróleo. Ele afirmou que embarcações que tentarem cruzar o estreito poderão ser incendiadas.

A região é responsável por escoar parte significativa do petróleo comercializado mundialmente, o que aumenta o risco de pressão sobre os preços da commodity e amplia a volatilidade nos mercados internacionais.
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