Presidente do TJRO recebe representantes do Movimento Negro Unificado em agenda institucional sobre equidade racial - Foto: Assessoria TJRO (Alô Rondônia)
Encontro institucional debate ações contra o racismo estrutural e fortalecimento de políticas afirmativas
Porto Velho, Rondônia – O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia recebeu, nesta terça-feira (11), representantes do Movimento Negro Unificado (MNU) em uma agenda institucional voltada ao fortalecimento de políticas de equidade racial no âmbito do Judiciário estadual.
Participaram do encontro a coordenadora do MNU em Rondônia, Rosa Negra Ferreira, e a coordenadora de comunicações da entidade, Luciene Lisboa, também cofundadora do Preticomitê. Elas foram recebidas pelo presidente do TJRO, desembargador Alexandre Miguel.
BAOBÁ COMO SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA
Durante a reunião, as lideranças do movimento entregaram ao presidente uma muda de baobá, árvore que simboliza resistência, ancestralidade e luta antirracista. Na ocasião, também foi firmado um termo de compromisso reforçando o diálogo institucional.
As representantes destacaram a necessidade de ampliar ações que promovam maior representatividade e enfrentem o racismo estrutural dentro das instituições públicas.
POLÍTICAS AFIRMATIVAS E FORMAÇÃO CONTÍNUA
Entre os pontos discutidos estiveram:
- Ampliação de políticas afirmativas no Judiciário;
- Formação e sensibilização permanente sobre relações étnico-raciais;
- Criação de espaços de diálogo com a sociedade civil;
- Coleta de dados e diagnósticos para monitorar a efetividade das ações de equidade.
O objetivo, segundo o movimento, é fortalecer medidas que assegurem igualdade de oportunidades e garantam direitos à população negra.
ALINHAMENTO COM DIRETRIZES DO CNJ
O presidente do TJRO reafirmou o compromisso da gestão com a promoção da igualdade racial e o respeito à diversidade. Ele ressaltou que o Tribunal busca alinhar suas práticas às orientações do Conselho Nacional de Justiça, especialmente nas políticas de combate ao racismo e incentivo à diversidade.
O magistrado também lembrou que, em 2024, o Judiciário rondoniense foi reconhecido nacionalmente por sua Política de Equidade Racial e destacou que o diálogo com movimentos sociais é essencial para a construção de uma Justiça mais inclusiva e acessível.
A agenda reforça o papel do Judiciário na promoção de direitos fundamentais e na consolidação de práticas institucionais voltadas à equidade.
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