![]() |
| O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Ariquemes – Foto: Reprodução (Alô Rondônia) |
Depoimento prestado em 2023 aponta possível uso indevido de dados funcionais; caso envolve menção a vereador que hoje preside a Assembleia Legislativa
Porto Velho, Rondônia – Um depoimento prestado à Polícia Civil de Ariquemes em 31 de janeiro de 2023 voltou à tona após relatar uma possível irregularidade envolvendo vínculos funcionais atribuídos a um morador do município sem seu conhecimento. O documento, colhido pelo delegado Ricardo Souza Rodrigues, registra o relato do taxista José Nelles Moura Gomes Pires da Silva, que afirma ter descoberto uma rescisão contratual em seu nome na Câmara de Vereadores de Ariquemes, apesar de nunca ter trabalhado no órgão.
Relato da descoberta
Segundo o depoimento, o episódio começou quando a esposa do taxista foi até a Câmara realizar um levantamento de vínculos trabalhistas e identificou uma rescisão registrada em nome dele. O taxista afirma categoricamente que nunca ocupou qualquer função no Legislativo municipal:
“Nunca trabalhei em Câmara nenhuma. Não tenho estudo pra isso. Nunca recebi nada dessa rescisão e não tenho assinatura em cheque ou documento nenhum”, disse no depoimento.
Ele relata ainda que sempre trabalhou como taxista e que não tinha qualquer relação funcional com a Casa de Leis.
Suposta oferta de dinheiro e tentativa de intimidação
O depoimento também menciona que terceiros teriam oferecido ao taxista um valor de R$ 38 mil para que ele não prosseguisse com o caso. Ele afirma que recusou a oferta e interpretou a abordagem como tentativa de intimidação:
“Não aceitei e não aceito. Não pego propina. Tentaram me intimidar dizendo que eu poderia precisar de UTI, mas eu disse que risco já corro todo dia quando saio de casa”, relatou.
O taxista também afirmou que entregou documentos e vídeos referentes ao caso a outras pessoas próximas e que o material teria sido encaminhado ao Ministério Público.
Menções a figuras públicas
No depoimento, o taxista disse que não conhecia vereadores da Câmara de Ariquemes, exceto Alex Redano, com quem afirma ter trabalhado em uma campanha eleitoral no passado, mas não na Câmara Municipal. Redano atualmente é presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia.
A suposta rescisão registrada em nome do taxista teria ocorrido em 2008, enquanto o depoimento foi prestado somente em 2023, um intervalo de 15 anos entre o fato e a denúncia formal.
Contraditório pendente
Os questionamentos sobre o caso teriam sido encaminhados ao advogado de Redano e à assessoria do parlamentar. Até o momento, porém, não houve retorno público.
O Alô Rondônia verifica junto ao Ministério Público de Rondônia e à Polícia Civil se há algum procedimento ativo relacionado ao depoimento, bem como eventuais desdobramentos do caso.
Situação segue em apuração
Até a última atualização desta matéria, não havia confirmação oficial sobre:
-
a existência de investigação criminal aberta,
-
eventual identificação de responsáveis por registros funcionais indevidos,
-
ou manifestação do deputado citado sobre o conteúdo do depoimento.
O caso permanece em análise e novas informações serão incluídas assim que houver posicionamento das autoridades competentes ou das partes mencionadas.
.png)
0 Comentários