Crime na Fimca: colegas descartam relação amorosa e denunciam tentativa de manchar imagem da vítima

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Crime na Fimca: colegas descartam relação amorosa e denunciam tentativa de manchar imagem da vítima

Conversas entre docentes contestam versão do acusado e reforçam que a professora mantinha relacionamento estável - Foto: Reprodução (Alô Rondônia)

Print mostra colegas desmentindo alegação do aluno, reforçando que a professora era comprometida há dois anos

Porto Velho, Rondônia – Novas informações obtidas contestam um dos principais pontos do depoimento do aluno acusado de matar a professora Juliana Mattos de Lima Santiago, assassinada a facadas dentro da Faculdade Fimca na noite de sexta-feira (6).

Mensagens compartilhadas em grupos mostram colegas afirmando que a versão de que o suspeito mantinha um relacionamento amoroso com a docente é falsa. Segundo eles, Juliana era comprometida há cerca de dois anos com outra pessoa e nunca teve nenhum vínculo afetivo com o acadêmico.

Print de uma conversa em grupo de Whatsapp - Foto: Reprodução (Alô Rondônia)

DOCENTES NEGAM RELACIONAMENTO E APONTAM TENTATIVA DE DENEGRIR A VÍTIMA

No print analisado, é rebatida a narrativa disseminada pelo acusado. Em uma das mensagens, um professor afirma:
“É mentira isso.
A professora tem um namorado há dois anos já.”
É acrescentado que a versão divulgada pelo autor seria uma tentativa de:
“denegrir a imagem da colega professora e policial.”
As mensagens circulam em grupos desde as primeiras horas após o crime e reforçam o entendimento de que a alegação do estudante não possui respaldo entre os profissionais que conviviam com a vítima.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA: ACUSADO DIZ TER AGIDO POR CIÚMES

O boletim de ocorrência, registrado pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, indica que o acusado — João Cândido da Costa Junior — afirmou aos policiais que tinha um relacionamento amoroso de três meses com a professora e que teria agido por ciúmes após ver um status dela acompanhado do ex-companheiro.

CENÁRIO DO CRIME APONTA PREMEDITAÇÃO

A investigação confirma que o acusado aguardou a sala esvaziar para ficar sozinho com a professora antes de atacá-la com um punhal.

Na cena, havia bastante sangue, um punhal quebrado, bens matérias dos envolvidos que se danificaram no confronto (óculos e relógio) a mochila e celular do suspeito, que exibiam foto da vítima na tela de bloqueio.

Testemunhas relataram gritos, luta e intensa tentativa de defesa da professora antes de ela ser socorrida, já em estado gravíssimo, ao Hospital João Paulo II.

VÍTIMA ERA PROFESSORA E ESCRIVÃ DA POLÍCIA CIVIL

Juliana Mattos tinha 41 anos, lecionava no curso de Direito e atuava também como escrivã da Polícia Civil. Colegas descrevem que ela era respeitada, discreta e não possuía qualquer histórico de envolvimento com alunos.

A contradição entre o depoimento do acusado e as informações de docentes deve ser analisada pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida, que conduz o inquérito.
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