Coletiva da Polícia Civil confirma que professora Juliana nunca teve relação pessoal com o autor do crime - Foto: Reprodução (Alô Rondônia)
Investigação confirma que professora nunca manteve vínculo pessoal com o autor do feminicídio
Porto Velho, Rondônia - A Polícia Civil esclareceu, nesta segunda-feira (9), novos detalhes sobre o assassinato da professora Juliana Santiago, morta a facadas dentro de uma faculdade particular em Porto Velho. Segundo a corporação, está descartada qualquer hipótese de relacionamento entre a vítima e o acadêmico autor do crime — contrariando versões inicialmente levantadas logo após o ataque.
INVESTIGAÇÃO DESCARTA RELACIONAMENTO
A delegada Leisaloma Carvalho, que conduziu a coletiva de imprensa, afirmou que Juliana nunca manteve qualquer vínculo afetivo, pessoal ou extraclasse com o aluno. Pelo contrário — mensagens analisadas mostram que a professora rejeitou todas as tentativas de aproximação feitas pelo agressor.
De acordo com a apuração policial, o suspeito enviava mensagens diretas tentando estabelecer contato com a docente, que respondeu de forma objetiva, deixando claro que não havia abertura para diálogos além do ambiente acadêmico. Juliana chegou, inclusive, a alertá-lo sobre possíveis consequências administrativas.
MOTIVAÇÃO: INCONFORMISMO APÓS REJEIÇÃO
A Polícia Civil apontou que o aluno teria ficado inconformado com a recusa e se descontrolado após ver nas redes sociais uma foto da professora ao lado do ex-companheiro. A partir disso, segundo a investigação, ele decidiu praticar o ataque, cometido dentro da instituição de ensino na última sexta-feira (6).
O crime ocorreu de forma repentina e brutal, dentro do ambiente acadêmico, sem que a vítima tivesse qualquer chance de defesa.
CORPO FOI TRASLADADO PARA A BAHIA
O corpo de Juliana foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde de sábado (7) e transportado para Salvador (BA), onde vivem seus pais e familiares. O traslado ocorreu ainda no fim de semana.
CASO SEGUE EM INVESTIGAÇÃO
Com a conclusão da fase inicial da apuração, a Polícia Civil reforça que não existe qualquer elemento que indique relacionamento entre vítima e agressor. O caso agora segue para novas etapas, incluindo análise de antecedentes e avaliação psicológica e comportamental do acusado.
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