IBGE aponta queda generalizada no desemprego e avanço do rendimento real; Rondônia tem quarta menor taxa do país
Porto Velho, Rondônia - O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com o menor índice de desemprego desde o início da Pnad Contínua, em 2012. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20), 19 estados e o Distrito Federal registraram a menor taxa de desocupação já medida. A taxa nacional ficou em 5,6%, também a mais baixa da série histórica.
QUEDA DO DESEMPREGO FOI AMPLA ENTRE AS UNIDADES DA FEDERAÇÃO
Entre os estados com melhores resultados, Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%) lideram com as menores taxas. Também apresentaram índices reduzidos Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%) e Paraná (3,6%).
Rondônia não atingiu recorde, mas registrou 3,3%, a quarta menor taxa do país, atrás apenas de MT, SC e MS. O menor índice já registrado no estado foi 3,1% em 2023.
O único estado que não apresentou melhora foi o Amazonas, que repetiu a taxa de 8,4% observada em 2024.
12 ESTADOS FICARAM ABAIXO DA MÉDIA NACIONAL
Do total de 27 unidades da federação, 12 ficaram abaixo da média nacional (5,6%). Os maiores índices continuam concentrados no Nordeste, com destaque para Piauí (9,3%), Pernambuco (8,7%) e Bahia (8,7%).
INFORMALIDADE CONTINUA ALTA EM GRANDE PARTE DO PAÍS
A Pnad também revela disparidades significativas na informalidade. O Brasil fechou 2025 com média de 38,1%, mas 18 estados ficaram acima desse patamar, com destaque para:
- Maranhão — 58,7%
- Pará — 58,5%
- Bahia — 52,8%
Rondônia aparece com 46,1%, índice acima da média nacional.
No grupo com menor informalidade estão Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29%).
RENDIMENTO MÉDIO SOBE E DF LIDERA COM FOLGA
Segundo o IBGE, o aumento do rendimento real contribuiu para o desempenho do mercado de trabalho. O Distrito Federal lidera o ranking nacional com salário médio de R$ 6.320, influenciado pela forte presença de servidores públicos.
Na Região Norte, Rondônia aparece com R$ 3.362, acima de estados como Acre, Amazonas e Pará, mas abaixo da média nacional (R$ 3.560).
Estados com maiores rendimentos médios:
- Distrito Federal — R$ 6.320
- São Paulo — R$ 4.190
- Rio de Janeiro — R$ 4.177
- Santa Catarina — R$ 4.091
O QUE DIZ O IBGE
Para o analista da pesquisa, William Kratochwill, a melhora no mercado de trabalho reflete o “dinamismo observado ao longo de 2025, impulsionado pelo aumento do rendimento real”.
A Pnad Contínua investiga mensalmente 211 mil domicílios e considera ocupadas todas as formas de trabalho: com carteira, sem carteira, temporário e por conta própria. O desemprego, porém, só inclui pessoas que procuraram uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.