Brasil registra menor taxa de desemprego da série histórica em 2025; 19 estados e DF batem recorde

Carteira de Trabalho é utilizada como principal documento nas estatísticas de ocupação no país - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil (Alô Rondônia)

IBGE aponta queda generalizada no desemprego e avanço do rendimento real; Rondônia tem quarta menor taxa do país

Porto Velho, Rondônia - O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com o menor índice de desemprego desde o início da Pnad Contínua, em 2012. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20), 19 estados e o Distrito Federal registraram a menor taxa de desocupação já medida. A taxa nacional ficou em 5,6%, também a mais baixa da série histórica.

QUEDA DO DESEMPREGO FOI AMPLA ENTRE AS UNIDADES DA FEDERAÇÃO

Entre os estados com melhores resultados, Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%) lideram com as menores taxas. Também apresentaram índices reduzidos Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%) e Paraná (3,6%).

Rondônia não atingiu recorde, mas registrou 3,3%, a quarta menor taxa do país, atrás apenas de MT, SC e MS. O menor índice já registrado no estado foi 3,1% em 2023.

O único estado que não apresentou melhora foi o Amazonas, que repetiu a taxa de 8,4% observada em 2024.

12 ESTADOS FICARAM ABAIXO DA MÉDIA NACIONAL

Do total de 27 unidades da federação, 12 ficaram abaixo da média nacional (5,6%). Os maiores índices continuam concentrados no Nordeste, com destaque para Piauí (9,3%), Pernambuco (8,7%) e Bahia (8,7%).

INFORMALIDADE CONTINUA ALTA EM GRANDE PARTE DO PAÍS

A Pnad também revela disparidades significativas na informalidade. O Brasil fechou 2025 com média de 38,1%, mas 18 estados ficaram acima desse patamar, com destaque para:
  • Maranhão — 58,7%
  • Pará — 58,5%
  • Bahia — 52,8%
Rondônia aparece com 46,1%, índice acima da média nacional.

No grupo com menor informalidade estão Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29%).

RENDIMENTO MÉDIO SOBE E DF LIDERA COM FOLGA

Segundo o IBGE, o aumento do rendimento real contribuiu para o desempenho do mercado de trabalho. O Distrito Federal lidera o ranking nacional com salário médio de R$ 6.320, influenciado pela forte presença de servidores públicos.

Na Região Norte, Rondônia aparece com R$ 3.362, acima de estados como Acre, Amazonas e Pará, mas abaixo da média nacional (R$ 3.560).

Estados com maiores rendimentos médios:
  • Distrito Federal — R$ 6.320
  • São Paulo — R$ 4.190
  • Rio de Janeiro — R$ 4.177
  • Santa Catarina — R$ 4.091
O QUE DIZ O IBGE

Para o analista da pesquisa, William Kratochwill, a melhora no mercado de trabalho reflete o “dinamismo observado ao longo de 2025, impulsionado pelo aumento do rendimento real”.

A Pnad Contínua investiga mensalmente 211 mil domicílios e considera ocupadas todas as formas de trabalho: com carteira, sem carteira, temporário e por conta própria. O desemprego, porém, só inclui pessoas que procuraram uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.
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