Presidente dos Estados Unidos anuncia operação de grande escala e eleva tensão internacional com Caracas.
Porto Velho, Rondônia - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o Exército norte-americano realizou um ataque militar de grande escala contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro, que teria sido retirado do país junto com a esposa, Cilia Flores. A declaração foi feita pelo republicano em publicação na rede social Truth Social.
ANÚNCIO FEITO NAS REDES SOCIAIS
Segundo Trump, a operação foi conduzida com sucesso por forças de segurança dos Estados Unidos. Em sua publicação, ele declarou que Maduro foi capturado durante a ofensiva e removido do território venezuelano, sem informar o local para onde o casal teria sido levado.
O presidente norte-americano também anunciou a realização de uma coletiva de imprensa às 13h (horário de Brasília), em sua residência em Mar-a-Lago, no estado da Flórida, para tratar do tema.
OPERAÇÃO CLASSIFICADA COMO “BRILHANTE”
Posteriormente, em entrevista telefônica ao jornal The New York Times, Trump classificou a ação militar como “brilhante”, elogiando o planejamento e o envolvimento de um grande número de tropas.
Segundo ele, a operação envolveu efetivo expressivo e pessoas que descreveu como altamente qualificadas, mas novamente não apresentou detalhes técnicos ou provas da captura de Maduro.
ESCALADA DE PRESSÃO SOBRE A VENEZUELA
O anúncio ocorre após meses de intensificação da pressão militar e econômica dos Estados Unidos sobre o governo venezuelano. A economia do país sul-americano é fortemente dependente da exportação de petróleo, setor que concentra as maiores reservas do mundo.
Em dezembro, Trump afirmou publicamente que o mais “inteligente” seria a renúncia de Maduro e chegou a declarar que os dias do líder venezuelano no poder estavam “contados”.
TENSÃO APÓS TENTATIVA DE DIÁLOGO
A operação militar ocorre poucos dias após Maduro sinalizar interesse em iniciar conversas com os Estados Unidos, oferecendo cooperação no combate ao tráfico de drogas e à migração ilegal — proposta que, segundo Washington, não avançou.
Trump tem apresentado diferentes justificativas para a campanha contra a Venezuela, incluindo acusações de que o país seria um importante exportador de narcóticos e de que teria se apropriado de interesses petrolíferos norte-americanos.
PRESENÇA MILITAR NO CARIBE
Nos últimos meses, os Estados Unidos ampliaram significativamente sua presença militar no Caribe, com o envio de navios de guerra, aeronaves e do porta-aviões USS Gerald R. Ford. Washington também apreendeu petroleiros no mar e realizou ataques aéreos contra embarcações acusadas de envolvimento com o narcotráfico.
Na semana passada, Trump afirmou que forças americanas haviam destruído uma área de atracação de supostas lanchas do tráfico, ação considerada o primeiro ataque direto em solo venezuelano dentro dessa ofensiva.
LEGITIMIDADE CONTESTADA
Embora Trump não tenha pedido explicitamente a destituição de Maduro, o governo dos Estados Unidos, assim como países europeus, não reconhece a legitimidade do presidente venezuelano após a contestada reeleição em 2024.
Até o momento, o governo da Venezuela não confirmou oficialmente a captura de Maduro nem apresentou informações sobre seu paradeiro.
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