Declaração de Donald Trump sobre ataque militar e suposta captura de Nicolás Maduro acende alerta diplomático no Palácio do Itamaraty.
Porto Velho, Rondônia - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência para este sábado (3), em Brasília, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um ataque militar em larga escala contra a Venezuela e a suposta retirada do presidente Nicolás Maduro do país. O encontro deve ocorrer no Palácio do Itamaraty e mobiliza a diplomacia brasileira diante da escalada do conflito.
REUNIÃO DE EMERGÊNCIA NO ITAMARATY
A reunião foi articulada após o anúncio feito por Trump em sua rede social, a Truth Social, no qual afirmou que forças militares norte-americanas realizaram uma ofensiva contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, junto com sua esposa, retirando-os do território venezuelano.
Até o momento, o governo brasileiro não confirmou oficialmente quais ministros ou autoridades participarão do encontro, mas a expectativa é de que representantes das áreas de Relações Exteriores, Defesa e Presidência estejam envolvidos na análise do cenário.
POSIÇÃO DE LULA SOBRE INTERVENÇÃO MILITAR
Antes mesmo do episódio mais recente, o presidente Lula já vinha se manifestando de forma crítica em relação à escalada de tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela. No último dia 20, durante a Cúpula do Mercosul realizada em Foz do Iguaçu (PR), o chefe do Executivo brasileiro alertou para os riscos de uma ação militar estrangeira no continente sul-americano.
Na ocasião, Lula afirmou que “o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional”, destacando que esse tipo de iniciativa testa os limites do direito internacional.
ALERTA PARA IMPACTOS HUMANITÁRIOS
O presidente brasileiro também advertiu que uma intervenção armada na Venezuela poderia desencadear uma grave crise humanitária. Segundo Lula, o cenário representaria “uma catástrofe humanitária no hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”, com reflexos diretos na estabilidade regional.
O governo brasileiro tem defendido, de forma reiterada, soluções diplomáticas e o diálogo como caminho para resolver impasses políticos e institucionais na América do Sul.
DECLARAÇÃO DE TRUMP AGRAVA TENSÃO REGIONAL
O anúncio feito por Donald Trump ocorre após meses de aumento da pressão militar e econômica dos Estados Unidos sobre o governo venezuelano. A Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, enfrenta forte dependência da exportação do recurso e vem sendo alvo de sanções internacionais.
Até o momento, não houve confirmação independente sobre a captura de Nicolás Maduro nem pronunciamento oficial do governo venezuelano sobre a declaração do presidente norte-americano.
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