PF cumpre novos mandados em operação que apura auxílio à fuga de investigadas da Operação Bisturi

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PF cumpre novos mandados em operação que apura auxílio à fuga de investigadas da Operação Bisturi

Polícia Federal ampliou buscas nas cidades de Guajará-Mirim e Porto Velho em nova fase da Operação Bisturi - Foto: PF/Divulgação (Alô Rondônia)

Polícia busca esclarecer possíveis tentativas de obstrução e apoio logístico à evasão para a Bolívia

Porto Velho, Rondônia — A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (27), quatro novos mandados de busca e apreensão em Guajará-Mirim e Porto Velho, ampliando a Operação Bisturi, deflagrada originalmente em 14 de janeiro. As diligências miram suspeitos de oferecer apoio material e logístico à fuga de duas investigadas que tiveram prisão preventiva decretada, mas não foram encontradas nos endereços inicialmente informados.

Segundo a PF, há indícios de que ambas as mulheres tentaram evadir-se para território boliviano — movimento que reacende um ponto sensível da região de fronteira: a facilidade de atravessar o limite internacional sem registro formal e a utilização de rotas informais para escapar da ação estatal.

FOCO NA OBSTRUÇÃO DAS INVESTIGAÇÕES

A Polícia Federal investiga a possibilidade de colaboradores terem fornecido transporte, abrigo ou formas de comunicação para dificultar o cumprimento dos mandados de prisão. A corporação também apura se houve tentativa deliberada de ocultação de provas ou interferência direta na atividade policial.

As diligências desta terça-feira buscam reunir novos elementos que confirmem ou afastem tais suspeitas, sobretudo após surgirem indícios de que a dupla recebeu auxílio de terceiros para evitar a captura.

OPERAÇÃO BISTURI: O QUE SE SABE ATÉ AGORA

A fase inicial da Bisturi realizou três mandados de busca e apreensão e tentou cumprir dois mandados de prisão preventiva, sem sucesso. A ausência das investigadas nos endereços mapeados levou a PF a considerar a probabilidade de fuga planejada, o que motivou o aprofundamento das investigações.

Embora os detalhes da operação permaneçam sob sigilo, o avanço dos desdobramentos indica que a PF trata a fuga como uma ação articulada e não como um deslocamento casual — ponto que pode levar à responsabilização de terceiros caso o apoio seja comprovado.

FRONTEIRA FRAGILIZADA É ALVO DE ATENÇÃO

Guajará-Mirim, por sua proximidade com a Bolívia e por possuir dezenas de pontos de travessia informal ao longo do rio Mamoré, novamente entra no radar de operações federais. A região historicamente é utilizada tanto para contrabando quanto para rotas de fuga, o que aumenta o desafio das forças de segurança quando investigados tentam se esconder além da fronteira.

IMPACTO NA INVESTIGAÇÃO PRINCIPAL

A PF não divulgou detalhes sobre o objeto original da Operação Bisturi — além das prisões decretadas —, mas reforçou que a continuidade das buscas se justifica pelo risco de prejuízo às apurações. Se confirmada a tentativa de obstrução ou fuga facilitada, os envolvidos podem responder também por favorecimento pessoal e por atrapalhar investigação criminal.
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