Obras de drenagem reduzem alagamentos históricos em Porto Velho, mas desafio estrutural ainda exige continuidade

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Obras de drenagem reduzem alagamentos históricos em Porto Velho, mas desafio estrutural ainda exige continuidade

Obras de drenagem realizadas pela Prefeitura têm reduzido alagamentos em pontos críticos de Porto Velho durante o período chuvoso - Foto: Júnior Costa/Secom (Alô Rondônia)

Prefeitura aponta avanços em pontos críticos da capital durante o inverno amazônico, enquanto especialistas destacam a necessidade de manutenção permanente.

Porto Velho, Rondônia – Mesmo em meio ao período mais intenso de chuvas na região amazônica, Porto Velho começa a registrar mudanças em áreas historicamente afetadas por alagamentos. Intervenções de drenagem realizadas pela Prefeitura têm reduzido transtornos em vias estratégicas da capital, melhorando a mobilidade urbana e a segurança de moradores, comerciantes e motoristas.

PLANEJAMENTO E INTERVENÇÕES ESTRUTURAIS

Segundo a administração municipal, os trabalhos fazem parte de um planejamento voltado à correção de deficiências estruturais antigas. O prefeito Léo Moraes afirmou que a estratégia tem sido enfrentar problemas históricos que se arrastavam há décadas.

“É um trabalho contínuo para resolver problemas estruturais, fazendo o básico, mas que nunca foi feito. As ações são diárias e conectadas com a realidade da população”, declarou.

Para enfrentar o déficit de saneamento e drenagem urbana, a Prefeitura informou ter aprovado investimentos superiores a R$ 200 milhões destinados a obras no perímetro urbano da capital.

PONTOS CRÍTICOS ATENDIDOS

Entre as frentes de atuação, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) executou uma redistribuição do fluxo pluvial na avenida Rio de Janeiro. As águas provenientes do bairro Agenor de Carvalho, que sobrecarregavam a via, passaram a ser direcionadas ao bairro Lagoa, equilibrando o sistema de drenagem e reduzindo o tempo de escoamento.

Na avenida Sete de Setembro, no trecho entre as avenidas Nações Unidas e Brasília, antigas manilhas deterioradas foram substituídas por tubos de maior resistência. A intervenção teve caráter preventivo, eliminando obstruções frequentes causadas por rompimentos da rede antiga.

Já no cruzamento da avenida José Vieira Caúla com a Mamoré, na Zona Leste, região conhecida por recorrentes inundações, o cenário após as últimas chuvas foi considerado positivo, com manutenção da trafegabilidade para veículos e pedestres.

REFLEXOS NA ROTINA E NA ECONOMIA LOCAL

Moradores e trabalhadores da região relatam mudanças perceptíveis. O trabalhador Ronilson Pereira afirmou que, anteriormente, era comum a necessidade de desvios arriscados para evitar áreas alagadas.

“Antigamente aqui alagava bastante. Hoje não alaga mais. O trânsito está livre”, relatou.

Para o comércio, a melhoria tem impacto direto na continuidade das atividades. André Gomes, comerciante na avenida Rio de Janeiro, destacou que em períodos chuvosos anteriores o funcionamento era inviável.

“Com uma chuva dessa, antes a gente estaria fechado. Agora a chuva caiu e não alagou”, afirmou.

DESAFIO AINDA É PERMANENTE

Apesar dos avanços, especialistas em infraestrutura urbana ressaltam que a drenagem exige manutenção contínua, monitoramento constante e planejamento de longo prazo, especialmente em uma cidade com crescimento acelerado e histórico de ocupação irregular.

A Prefeitura informou que seguirá monitorando os pontos críticos da capital e que novas ações de manutenção e ampliação da rede de drenagem estão previstas.

As obras representam um alívio para áreas tradicionalmente afetadas pelas chuvas, mas o desafio de retirar Porto Velho das últimas posições nos rankings de saneamento ainda depende da continuidade dos investimentos e da execução consistente das políticas públicas.
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