Criminosos usam nome do fundo e de instituições financeiras para enganar clientes e coletar dados sensíveis
Porto Velho, Rondônia — O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) emitiu um alerta nacional sobre o aumento de golpes envolvendo o pagamento das indenizações a correntistas e investidores do Banco Master, liquidado pelo Banco Central no fim de 2025. Desde o início dos repasses, criminosos têm aproveitado a busca por informações e valores para aplicar fraudes usando indevidamente o nome do fundo, de bancos e até de órgãos públicos.
GOLPISTAS APROVEITAM O MOMENTO DE VULNERABILIDADE
O pagamento das garantias começou no dia 19 de janeiro, e, segundo o FGC, o volume de tentativas de golpes disparou desde então. A prática tem se tornado recorrente em momentos de liquidação bancária, quando o público busca esclarecimentos rápidos e está mais suscetível a mensagens falsas.
As fraudes identificadas incluem:
- e-mails e mensagens que imitam comunicações oficiais;
- links e páginas falsas que solicitam dados pessoais e bancários;
- pedidos de pagamentos antecipados para suposta liberação de valores;
- aplicativos não oficiais que roubam informações;
- uso indevido de sistemas de recuperação de senha;
- contatos que prometem agilizar processos mediante cobrança.
O FGC reforça que não cobra taxas, não envia links por WhatsApp, não solicita dados por e-mail e não usa intermediários para liberar indenizações.
ORIENTAÇÕES DE SEGURANÇA
Para evitar prejuízos, o FGC e entidades do sistema financeiro recomendam atenção redobrada. Entre as orientações:
- buscar informações somente nos canais oficiais do FGC;
- desconfiar de propostas que prometem liberação rápida de valores;
- ignorar mensagens que pedem dados sensíveis por meios informais;
- nunca pagar taxas para receber indenizações;
- não clicar em links desconhecidos;
- baixar aplicativos apenas em lojas oficiais.
“Essas tentativas de fraude têm o objetivo de comprometer a segurança dos usuários e causar perdas financeiras. A prevenção depende da atenção do cliente e da adoção de práticas digitais seguras”, destacou o fundo.
PAGAMENTOS EM RITMO INTENSO
Até a tarde da última sexta-feira (23), o FGC havia pago R$ 26 bilhões em indenizações, beneficiando 521 mil pessoas — cerca de 67% dos clientes elegíveis. O sistema está processando cerca de 2,8 mil solicitações por hora, equivalentes a 46 por minuto.
Com a inclusão das garantias do Will Bank — também liquidado recentemente e pertencente ao mesmo conglomerado do Banco Master — o valor total de indenizações deve alcançar R$ 47 bilhões.
A nota oficial é assinada por diversas entidades do setor financeiro, incluindo Febraban, ABBC, ABBI, ABDE, Acrefi e Zetta.
0 Comentários