Em sete anos, governador Marcos Rocha não conseguiu arrumar o telhado do Hospital João Paulo II

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Em sete anos, governador Marcos Rocha não conseguiu arrumar o telhado do Hospital João Paulo II

Alagamentos e infiltrações voltam a atingir áreas internas do Hospital João Paulo II durante período chuvoso - Foto: Reprodução/Redes Sociais (Alô Rondônia)

Pronto-socorro de Porto Velho volta a alagar durante chuvas, expõe pacientes e servidores e escancara falha básica de gestão na principal unidade de emergência do estado

Porto Velho, Rondônia - Vídeos que circularam intensamente nas redes sociais neste fim de semana voltaram a expor a situação crônica e vexatória do Hospital João Paulo II, principal unidade de urgência e emergência de Rondônia. As imagens mostram alagamentos internos, com água escorrendo pelo teto, invadindo recepção, corredores e áreas de atendimento — um cenário incompatível com qualquer padrão mínimo de segurança hospitalar.

Administrado pelo Governo de Rondônia, o hospital é referência para casos graves vindos de todo o estado. Ainda assim, segue operando sob infiltrações recorrentes, problema antigo que atravessa sete anos da gestão do governador Marcos Rocha sem solução definitiva.

TETO VAZANDO, HOSPITAL ALAGADO

Os registros feitos por pacientes e servidores mostram que a chuva transformou o interior do hospital em um ambiente insalubre, com goteiras constantes e pisos molhados em áreas que deveriam ser estéreis. O João Paulo II recebe diariamente vítimas de baleamentos, acidentes graves, infartos e emergências de alta complexidade — situações em que qualquer falha estrutural pode ser fatal.

Em vez de proteção, o que se vê é água sobre macas, equipamentos ameaçados e profissionais improvisando para manter atendimentos em meio ao caos.

SETE ANOS DE GOVERNO, O MESMO PROBLEMA

A indignação não se limita ao episódio recente. Infiltrações e falhas no telhado são relatadas há anos por servidores e usuários. O que revolta é a natureza do problema: não se trata de uma obra complexa, mas de manutenção básica no principal pronto-socorro do estado.

Nas redes sociais, a crítica é direta: “Se em sete anos não conseguiram arrumar o telhado do hospital, o que dizer do resto da saúde pública?” O episódio virou símbolo de incapacidade administrativa para resolver o essencial.

PACIENTES EXPOSTOS, RISCO REAL À VIDA

As imagens evidenciam riscos graves e imediatos:
  • Contaminação hospitalar em áreas de atendimento
  • Quedas e acidentes por pisos molhados
  • Danos a equipamentos médicos
  • Agravamento do estado clínico de pacientes críticos
Em um pronto-socorro, estrutura é parte do tratamento. Quando o básico falha, o risco não é abstrato — é concreto e diário.

CRISE NA SAÚDE QUE SE REPETE

O caso do João Paulo II reforça denúncias recorrentes sobre a crise estrutural da saúde pública em Rondônia: manutenção insuficiente, obras inacabadas, respostas lentas e promessas que não se cumprem. Mesmo após alertas de órgãos de controle e reclamações sucessivas, o problema se repete a cada período chuvoso.

Enquanto isso, a população segue recorrendo ao hospital em busca de socorro — e encontra chuva onde deveria haver segurança, dignidade e cuidado.

UMA PERGUNTA QUE NÃO CALA

Após sete anos de governo, a pergunta é inevitável: por que um problema tão básico segue sem solução no principal hospital de emergência do estado?
A resposta não está nas redes sociais, mas na responsabilização e na ação concreta — algo que, até agora, não chegou ao telhado do João Paulo II.
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