Corpo de corretora desaparecida é encontrado; síndico e filho são presos

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Corpo de corretora desaparecida é encontrado; síndico e filho são presos

Último registro de Daiane antes do desaparecimento; investigação aponta falhas de segurança no condomínio (Reprodução – Alô Rondônia)

Família contesta versão oficial e cobra investigação rigorosa após 40 dias sem respostas

Porto Velho, Rondônia – Após mais de um mês de buscas, a Polícia Civil de Goiás confirmou nesta quarta-feira (28) que o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, 43 anos, foi encontrado em uma área de mata em Caldas Novas. Ela estava desaparecida desde 17 de dezembro, em um caso que gerou forte comoção e múltiplas suspeitas sobre falhas de segurança e possíveis conflitos dentro do condomínio onde vivia.

O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos durante a manhã. De acordo com a Polícia Civil, o síndico confessou participação direta no crime e indicou o local onde ocultou o corpo. A defesa dos detidos não foi localizada pela reportagem.

ÚLTIMO REGISTRO E FALHAS NA SEGURANÇA

A última imagem de Daiane foi registrada por uma câmera interna do elevador, descendo ao subsolo. Não há registros dela voltando para o apartamento ou deixando o condomínio — um ponto considerado crítico por investigadores e familiares, já que o prédio contava com cobertura limitada de câmeras e áreas totalmente sem monitoramento, inclusive próximo ao padrão de energia.

Essa brecha levantou suspeitas sobre a vulnerabilidade do sistema e sobre a possibilidade de que Daiane tenha sido retirada de forma clandestina do local, possivelmente no porta-malas de um veículo.

INVESTIGAÇÃO APÓS 40 DIAS E QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO

O caso só avançou significativamente após a Delegacia de Homicídios assumir a investigação. A quebra do sigilo bancário — autorizada pela Justiça — confirmou que Daiane não realizou qualquer movimentação financeira desde o desaparecimento. O celular da vítima permanece desligado desde o mesmo dia.

Sem pistas concretas, a família — que mora em Uberlândia (MG) — viajou imediatamente a Caldas Novas e registrou o desaparecimento após buscas em hospitais, condomínios da região e imóveis administrados pela corretora.

CONFLITOS COM O CONDOMÍNIO

Daiane administrava seis apartamentos pertencentes à família no mesmo prédio onde desapareceu. Porém, segundo relato de familiares, ela enfrentava desavenças com a administração condominial e havia processos em curso contra o síndico e o condomínio.

Em 2024, moradores chegaram a aprovar sua expulsão do prédio alegando comportamentos inadequados e conflitos internos. A medida, entretanto, foi suspensa por decisão liminar após a defesa argumentar que tanto Daiane quanto sua advogada foram impedidas de participar da assembleia.

VÍDEO ENVIADO ANTES DO SUMIÇO LEVANTA NOVAS DÚVIDAS

Horinhas antes de desaparecer, Daiane enviou a uma amiga um vídeo gravado dentro do elevador. Nas imagens, ela relata que alguém estaria desligando seu padrão de energia, enquanto os demais apartamentos seguiam com fornecimento normal.

“Alguém está brincando de desligar meu padrão. Deve ter menino aqui”, diz Daiane no vídeo, mencionando que as contas estavam pagas.

Esse detalhe, agora público, reforça a hipótese de perseguição ou conflito interno, ainda sob apuração.

FAMÍLIA ACUSA OMISSÃO E COBRA TRANSPARÊNCIA

A mãe da corretora, Nilse Alves, afirmou que falou com a filha poucas horas antes do desaparecimento e insistiu que “nada na rotina indicava que Daiane sairia voluntariamente”.

“Quando entrei no apartamento e vi que ela não estava, já senti que algo estava errado. Ela nunca ficaria incomunicável”, relatou.

A família também afirma que tentou contato com o condomínio várias vezes sem resposta.
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