Ailton de Aquino diz que nunca orientou aquisição de créditos e coloca dados à disposição do MPF e da PF
Porto Velho, Rondônia – O diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil (BC), Ailton de Aquino Santos, negou ter recomendado ao Banco de Brasília (BRB) a compra de carteiras de crédito do Banco Master. Em nota oficial, o dirigente afirmou que jamais orientou a aquisição de ativos supostamente fraudados e colocou à disposição do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) informações bancárias, fiscais e registros de conversas.
NEGATIVA APÓS REPORTAGEM
A manifestação do Banco Central ocorre após reportagem da jornalista Malu Gaspar apontar que Ailton de Aquino teria solicitado ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, a compra de créditos do Banco Master. O diretor nega a versão e afirma que não houve qualquer recomendação nesse sentido.
OPERAÇÕES SOB INVESTIGAÇÃO
De acordo com a nota divulgada pelo Banco Central, foi justamente a área de Supervisão, subordinada à Diretoria de Fiscalização, que identificou inconsistências nas operações do Banco Master e iniciou as apurações internas.
Segundo o BC, a própria área técnica comunicou indícios de ilícitos criminais ao Ministério Público Federal, além de adotar medidas para preservar a saúde financeira do BRB diante das operações analisadas.
LIQUIDAÇÃO DO BANCO MASTER
O Banco Central afirmou ainda que partiu do diretor Ailton de Aquino a proposta de liquidação do Banco Master, após a constatação de irregularidades relevantes. A instituição financeira acabou sendo liquidada no fim de 2025, em um dos episódios mais sensíveis do sistema bancário recente.
RESPONSABILIDADE DAS INSTITUIÇÕES
No esclarecimento oficial, o BC reforça que sua atribuição é acompanhar a solidez das instituições financeiras e das transações entre elas, com o objetivo de garantir a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e proteger clientes e investidores.
A análise da qualidade dos créditos adquiridos, segundo o Banco Central, é responsabilidade de cada instituição financeira, que deve manter controles internos e mecanismos próprios de gestão de risco, conforme prevê a legislação.
POSIÇÃO DO BRB
A reportagem informou que solicitou posicionamento oficial do BRB sobre o caso. Até o momento da publicação, não houve resposta.
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