Operação Aruanã avança e destrói mais de 100 barracos na Estação Ecológica de Samuel

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Operação Aruanã avança e destrói mais de 100 barracos na Estação Ecológica de Samuel




Equipes da Polícia Militar e órgãos ambientais durante incursão na Estação Ecológica de Samuel, na segunda fase da Operação Aruanã - Foto: Reprodução PM-RO

Porto Velho, Rondônia - A Operação Aruanã, força-tarefa voltada à desocupação e fiscalização ambiental na Estação Ecológica de Samuel, avança com resultados expressivos em Rondônia. Só na primeira fase, encerrada em 30 de novembro, mais de 100 barracos irregulares foram inutilizados. Agora, as equipes iniciam a segunda etapa, com novas incursões em áreas críticas da unidade de conservação.
 
Mais de 100 estruturas irregulares inutilizadas

Deflagrada em 24 de novembro, a primeira fase da Aruanã mobilizou uma atuação conjunta entre Batalhão de Fronteira, Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Especiais (BOPE), 5º Batalhão de Polícia Militar e Batalhão Ambiental. A força-tarefa percorreu toda a unidade, inutilizando estruturas clandestinas erguidas no interior da Estação Ecológica de Samuel.

A operação também contou com presença e participação direta de órgãos civis e ambientais, incluindo a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Ministério Público de Rondônia, Tribunal de Justiça e Polícia Militar — todos integrados para garantir a legalidade e efetividade da ação.
 
Incursões, madeira apreendida e área monitorada

A segunda fase iniciou com novas incursões em regiões mais profundas da unidade de conservação. As equipes localizaram novos barracos abandonados, madeiras esplanadas e áreas recentemente desmatadas.

Segundo os responsáveis pela operação, muitas árvores derrubadas dificultaram o acesso e exigiram improviso, como a construção de pontes temporárias para o avanço do batalhão.

O Batalhão de Fronteira reforça a linha de frente dessa etapa, que segue ativa até 10 de dezembro.
 
Visita do Comando-Geral e reconhecimento do trabalho

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel PM Régis Braguin, esteve no local e acompanhou parte das atividades. Ele elogiou o planejamento e a execução da operação, destacando a atuação integrada das forças de segurança e dos órgãos de fiscalização.
 
Ação recebe apoio institucional e reforça compromisso ambiental

A Operação Aruanã tem sido considerada um marco na defesa ambiental do estado. Os coordenadores agradeceram o apoio do governador Marcos Rocha, da Sedam, do Tribunal de Justiça — que enviou dois oficiais de justiça — e do Ministério Público, representado pela promotora Valéria do Nascimento.

As autoridades destacam que a iniciativa reforça a presença do Estado em áreas protegidas, combate práticas criminosas como desmatamento, queimadas e até homicídios ocorridos na região invadida.

Fase de rescaldo

Com a segunda etapa chegando ao fim, as equipes se preparam para a terceira e última fase: o rescaldo. Essa etapa terá foco no monitoramento final da área, prevenção de novas invasões e consolidação dos resultados obtidos durante a operação.

A Aruanã segue como símbolo de atuação firme e integrada pela preservação das unidades de conservação de Rondônia.


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