Sede da Abin em Brasília durante cerimônia comemorativa dos 25 anos da instituição - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilPorto Velho, Rondônia – Agentes públicos e autoridades governamentais passam a contar com um novo recurso para troca de informações sigilosas. Trata-se do msg gov, aplicativo desenvolvido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para garantir comunicação segura dentro da administração pública e reduzir a dependência de plataformas comerciais controladas por empresas estrangeiras.
A ferramenta foi apresentada durante o evento Diálogos da Abin, realizado nesta semana, e já está disponível para os sistemas Android e iOS.
Comunicação criptografada e integração com o gov.br
Segundo a Abin, o msg gov funciona de maneira semelhante aos aplicativos convencionais, permitindo envio de mensagens de texto, chamadas de voz e vídeo e compartilhamento de arquivos e documentos, seja individualmente ou em grupos. A plataforma também é integrada ao gov.br, o que, segundo a agência, facilita o acesso e a gestão de usuários.
O grande diferencial, contudo, está na camada de segurança: o aplicativo utiliza criptografia de ponta desenvolvida por especialistas da própria Abin, tecnologia considerada um dos pilares da soberania digital do país. A agência reforça que o recurso evita vulnerabilidades associadas a serviços comerciais e assegura proteção de dados estratégicos.
Testes e expansão para toda a administração pública
A primeira versão do app foi testada internamente ao longo de 2025. Inicialmente idealizado para atender membros da Abin e órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), o msg gov agora está apto para uso em toda a administração pública federal, estadual e municipal.
“O msg gov é uma plataforma de comunicação segura e confiável destinada a agentes públicos e autoridades governamentais”, informou a Abin em nota, ao destacar que o aplicativo poderá servir para órgãos de defesa, segurança e gestão institucional em todas as esferas.
O desenvolvimento da ferramenta contou com parceria da Universidade Federal do Ceará (UFC), enquanto a implementação ficou a cargo do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
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