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Empresário é encontrado morto em buraco no autódromo de Interlagos: Polícia Identifica suspeito e aponta morte por asfixia

Corpo de empresário foi encontrado em buraco no Autódromo de Interlagos. — Foto: Reprodução

Porto Velho, Rondônia - A Polícia Civil de São Paulo identificou o principal suspeito de assassinar o empresário Adalberto Amarilio Júnior, encontrado morto em um buraco nas dependências do Autódromo de Interlagos, na Zona Sul da capital. O crime, ocorrido após um evento motociclístico, é investigado como homicídio. A vítima, de 35 anos, era proprietária de uma rede de óticas. O suspeito, um segurança do evento e lutador de jiu-jitsu com antecedentes criminais, é apontado como possível autor do crime.

Casos de violência envolvendo figuras públicas ou empresários em eventos de grande porte provocam forte comoção social e exigem respostas rápidas das autoridades. O assassinato do empresário Adalberto Amarilio Júnior, encontrado morto em condições suspeitas dentro de um buraco no Autódromo de Interlagos, revela falhas de segurança e levanta questionamentos sobre a logística e o controle de eventos públicos em áreas de grande circulação.

Este artigo apresenta os fatos apurados até o momento pela Polícia Civil de São Paulo, com base em informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e contextualiza as implicações do caso para a segurança de eventos e a investigação criminal.

DESAPARECIMENTO E ENCONTRO DO CORPO

O desaparecimento de Adalberto Amarilio Júnior ocorreu no dia 30 de maio de 2025, após sua participação em um festival de motocicletas no Autódromo de Interlagos. O empresário não retornou para casa naquela noite, e o sumiço foi registrado por familiares.

No dia 3 de junho, seu corpo foi encontrado por um funcionário da obra civil que atuava nas instalações do autódromo. A vítima estava dentro de um buraco de cerca de três metros de profundidade e 70 centímetros de diâmetro. O cadáver foi localizado sem calça e sem tênis, o que levantou suspeitas sobre possível violência sexual ou tentativa de ocultação de provas.

IDENTIFICAÇÃO DO SUSPEITO E APREENSÕES

As investigações, conduzidas pelo DHPP, identificaram um dos seguranças do evento como principal suspeito. O homem, que é lutador de jiu-jitsu e possui antecedentes por crimes como furto e ameaça, foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã do dia 18 de julho. Seu nome não foi revelado oficialmente.

Durante a operação policial, cinco mandados foram cumpridos, resultando na apreensão de cinco notebooks, sete celulares e 21 munições de calibre .38. Além do principal suspeito, outros três indivíduos foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos.

LAUDO PERICIAL E CAUSA DA MORTE

O laudo emitido pela Polícia Técnico-Científica concluiu que Adalberto foi morto por asfixia. Ainda não há definição se a asfixia foi causada por esganadura — quando há pressão direta no pescoço — ou por compressão torácica, como ocorre em situações de sufocamento com o uso do joelho, por exemplo.

A perícia observou escoriações no pescoço da vítima, sugerindo possibilidade de esganadura. A polícia também trabalha com a hipótese de que o empresário tenha sido agredido antes de ser colocado no buraco. A cronologia exata da morte — se ocorreu antes ou depois da ocultação do corpo — ainda está em apuração.

IMAGENS E ELEMENTOS DA INVESTIGAÇÃO

Câmeras de segurança do local registraram os últimos momentos de Adalberto com vida. Ele aparece caminhando sozinho no estacionamento do autódromo. O vídeo, já analisado pela polícia, pode ser uma peça-chave para determinar os passos da vítima dentro do evento e a possível interação com o agressor.

A polícia também avalia se há relação entre a função do suspeito como segurança e um possível abuso da função para facilitar o crime. A ausência de testemunhas e o isolamento da área em que o corpo foi localizado reforçam a tese de que a ação foi premeditada.

IMPLICAÇÕES E REPERCUSSÃO

Adalberto Amarilio Júnior era casado e dono de uma rede de óticas, com atuação em São Paulo. Sua morte brutal gerou grande repercussão, especialmente pela localização do corpo em um local público de acesso restrito.

O caso acende um alerta sobre a vulnerabilidade de frequentadores de grandes eventos e a necessidade de revisão de protocolos de segurança. Além disso, destaca a importância da checagem de antecedentes de profissionais terceirizados que atuam em funções sensíveis, como a segurança.

A investigação sobre a morte de Adalberto Amarilio Júnior permanece em curso, com a Polícia Civil concentrando esforços para esclarecer as circunstâncias do crime e responsabilizar os envolvidos. O caso destaca a necessidade de rigor na organização de eventos públicos e o papel crucial das forças de segurança no combate à impunidade.

A atuação eficiente da perícia técnica e das unidades especializadas reforça o papel da ciência forense na solução de crimes complexos e no fortalecimento da justiça.

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