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Decisão se deu no âmbito de processo contra o médico aberto em 1999 por jovem de 17 anos que passou por cirurgia para redução dos seios

Decisão se deu no âmbito de processo contra o médico aberto em 1999 por jovem de 17 anos que passou por cirurgia para redução dos seios

Porto Velho, RO - O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proibiu o cirurgião plástico Herbert Gauss Júnior de deixar o país em decorrência de um processo por erro médico. Ele já havia sido condenado em 2013 a pagar uma indenização por danos morais e materiais à paciente que moveu a ação. 

Conhecido por atender famosas como a cantora Gretchen e a apresentadora Márcia Goldschmidt, o médico de 70 anos não pode mais recorrer da sentença. A informação foi noticiada pelo portal Uol nesta quarta-feira e confirmada pelo GLOBO.

Os desembargadores determinaram que a ordem de restrição seja incluída no Sistema de Tráfego Internacional da Polícia Federal, que regula a entrada e a saída de pessoas pelos postos de fronteira. A decisão ocorre após o não pagamento da indenização de R$ 272 mil (valor atualizado até fevereiro de 2022) à paciente.

"A suspensão do passaporte em conjunto com o impedimento de saída do país afasta possibilidade de o executado, devedor contumaz, sair do Brasil com o uso de passaporte estrangeiro ou outro documento, tornando a medida efetiva", afirmou na decisão o desembargador Rui Cascaldi, relator do processo no TJ-SP.

O processo foi aberto em 1999 por uma jovem de 17 anos que passou por uma cirurgia para redução dos seios. De acordo com a decisão judicial, o resultado do procedimento foi "uma chocante assimetria mamária", já que o seio direito ficou 40% maior do que o esquerdo.

Herbert Gauss Júnior afirmou nos autos que não houve erro médico e disse ser dos mais importantes cirurgiões plásticos do país, com milhares de cirurgias no currículo e excelentes resultados. À Justiça, o médico argumentou que a paciente possuía um quadro de "gigantomastia mamária bilateral", condição que pode causar graves problemas na coluna. Ele disse ainda ter orientado a jovem ao direcionar que a cirurgia seria uma mamoplastia redutora "não estética, ou seja, para corrigir o tamanho e o peso das mamas".

O cirurgião falou que uma nova intervenção, desta vez estética, ocorreria seis meses depois, mas a paciente não teria desejado passar pelo procedimento. Com base em perícia, a argumentação do médico não foi aceita pela Justiça.

O GLOBO entrou em contato com a defesa do médico, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.


Fonte: O GLOBO
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