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| (Foto reprodução) |
Porto Velho, RO - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, anunciou hoje que a projeção do Comitê de Política Monetária (Copom) para a redução de 0,5 ponto percentual na taxa Selic é limitada às próximas duas reuniões do colegiado. A taxa básica de juros, atualmente em 11,75% ao ano, passou por quatro cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual.
As próximas reuniões do Copom estão agendadas para janeiro e março de 2024, e a terceira ocorrerá em maio do mesmo ano. Campos Neto esclareceu que a decisão do Copom é manter um guidance, uma indicação para o futuro, com horizonte curto, abrangendo apenas as duas próximas reuniões.
"É um horizonte compatível com as nossas incertezas e a nossa visibilidade como política monetária", afirmou Campos Neto. Ele ressaltou que essa abordagem visa conduzir a política monetária com o mínimo de custo e ruído possível. Apesar da indicação para as próximas duas reuniões, o presidente do BC enfatizou que não há garantias, e a situação será reavaliada a cada encontro.
Questionado sobre a possível flexibilização da meta fiscal do governo impactar o ritmo de redução da taxa de juros, Campos Neto reconheceu a existência de uma relação, mas destacou que não é mecânica. Ele apontou outros fatores, como a aprovação de reformas, que podem compensar eventuais aumentos nos gastos estatais.
"A gente entende que, se o fiscal for um pouquinho pior, mas o governo segue fazendo reformas, o mercado entende que um pouco compensa a outra, e isso não afeta as variáveis no nosso arcabouço de decisão, então não é tão relevante para gente", explicou o presidente do BC.
Campos Neto parabenizou o governo pela aprovação da reforma tributária e destacou que a agenda reformista compensou as pressões por mais gastos, mantendo as expectativas para a inflação estáveis. O Relatório Trimestral de Inflação divulgado pelo BC também apresentou um leve aumento na expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, passando de 2,9% para 3%. Além disso, a probabilidade de que a inflação de 2023 ultrapasse a meta de 4,75% neste ano caiu significativamente, de 67% para 17%.
Fonte: Agência Brasil
