Porto Velho, RO - A cidade de Maceió permanece em estado de alerta máximo devido ao afundamento contínuo do solo, especialmente no bairro Mutange, onde está localizada a mina número 18 de exploração de sal-gema pela empresa Braskem. O boletim mais recente divulgado pela Defesa Civil, às 18h de sábado (2), revela que a velocidade vertical de afundamento é de 0,7 cm por hora, mantendo a mesma taxa do boletim anterior.
Nas últimas 24 horas, foi registrado um deslocamento de 11,8 cm, indicando uma preocupação preocupante no processo. A situação torna-se ainda mais crítica considerando o novo abalo sísmico, com magnitude 0,89, ocorrido na madrugada de sábado a 300 metros de profundidade. A Defesa Civil, que já havia registrado um abalo na noite anterior, contribuiu para uma maior velocidade de afundamento após o evento sísmico.
O epicentro do problema é na mina 18 da Braskem, que enfrenta o risco iminente de colapso, conforme alerta da Defesa Civil. Como medida de precaução, a população foi orientada a não transitar na área desocupada até uma nova atualização do órgão. A preocupação estende-se aos bairros de Mutange, Pinheiro e Bebedouro, que sofreram com abalos sísmicos anteriores devido à movimentação na Mina 18.
A prefeitura de Maceió já declarou situação de emergência por 180 dias devido ao iminente colapso da mina 18, que pode resultar no afundamento do solo em diversos bairros. A região já está desocupada, e a circulação de embarcações está restrita na área da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange. O governo federal registrou o estado de emergência na capital alagoana.
A Braskem, em nota, confirmou a possibilidade de um grande desabamento na área e ressaltou que a região está desabitada desde 2020. A empresa está monitorando a situação com equipamentos de última geração, implementando medidas preventivas e trabalhando em conjunto com as autoridades locais para minimizar o impacto de possíveis ocorrências.
A situação permanece fluida e requer uma abordagem cuidadosa para garantir a segurança da população afetada, enquanto as autoridades e a empresa continuam a monitorar de perto a evolução do afundamento do solo em Maceió.
Fonte: Agência Brasil
