O café foi apontado pelo médico Karan Raj, do Serviço Nacional de Saúde britânico, como um possível estimulante sexual natural

Uma xícara de café pode fazer mais pelo seu corpo do que despertá-lo após um período de descanso. A cafeína, substância presente na bebida, pode ajudar no prazer sexual e provocar orgasmos mais intensos. Em um vídeo que viralizou na plataforma TikTok, o médico do Serviço Nacional de Saúde britânico, Karan Raj, explica como funciona essa função pouca comentada do líquido.

A explicação foi gravada em resposta a outro vídeo comentando os possíveis benefícios do café para a vida sexual.

"Em altas doses, a cafeína dilata os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo sanguíneo. A excitação e os orgasmos baseiam-se em grande parte na quantidade de sangue que flui para os órgãos sexuais", esclarece.

Ele conclui apontando que quanto melhor for a circulação de sangue, maior será o fluxo indo para o tecido erétil e, portanto, as chances são maiores de atingir um estado de excitação que abra caminho para um orgasmo mais intenso.

Além disso, a cafeína, considerada um estimulante natural, pode tornar a pessoa mais ativa na "hora H".

"Então, é possível que o aumento do estado de alerta e da frequência cardíaca torne as pessoas mais ativas", afirma o médico.

Estudos sobre o assunto

De acordo com um estudo da Universidade do Texas, publicado na revista científica PLOS One, duas a três xícaras da bebida por dia ajudam no desempenho sexual masculino. Os pesquisadores constataram que esta quantidade é capaz de reduzir a probabilidade de disfunção erétil e, assim, melhorar a performance durante o sexo.

Os achados desta pesquisa indicam que pessoas com hábito de beber café nesta quantidade tinham 40% menos chances de desenvolver a doença do que aquelas sem o hábito.

Outro estudo, mais antigo, realizado em ratas fêmeas, associou uma alta ingestão da cafeína com intensa atividade sexual entre ratos. No entanto, ainda não existem estudos contundentes que demonstrem a mesma correlação feita com o corpo humano.


Fonte: O GLOBO