Denúncias de cortes e demora em perícias expõem drama de segurados do INSS em Rondônia

Segurados relataram atraso, remarcações e falta de informação durante atendimento em unidade do INSS nesta quinta-feira, 16 de abril (Alô Rondônia)

Relatos colhidos pela equipe do Alô Rondônia apontam remarcações sem aviso, dificuldades no atendimento e insegurança para pensionistas e pessoas com deficiência que dependem de avaliação pericial

Porto Velho, Rondônia – A equipe do Alô Rondônia esteve nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, em uma unidade do INSS para apurar denúncias de segurados que relataram cortes de benefícios, negativa de pedidos e dificuldades no atendimento das perícias médicas.

Segundo os relatos ouvidos no local, parte dos segurados afirma que chegou para atendimento e descobriu, somente na agência, que a perícia havia sido remarcada para meses à frente, em alguns casos para agosto, sem comunicação prévia clara. A situação gerou revolta principalmente entre pessoas idosas, cadeirantes, pensionistas e cidadãos com deficiência, que dependem do benefício para despesas básicas e têm dificuldades de locomoção.

RELATOS DE DESCASO E INCERTEZA

No vídeo gravado pela reportagem, uma pensionista do INSS relata dificuldade para obter respostas pelos canais de comunicação do órgão e afirma que encontrou obstáculos para resolver sua situação. A principal queixa é a falta de informação antecipada sobre mudanças nas datas de perícia e sobre o andamento dos pedidos.

O cenário descrito no local é de insegurança para quem depende da análise pericial para manter renda, custear tratamento e garantir o próprio sustento. Em casos assim, qualquer remarcação inesperada ou negativa sem orientação adequada amplia o sofrimento de famílias que já enfrentam limitações de saúde e renda apertada.

PRESSÃO POLÍTICA SOBRE O CASO

Outro entrevistados no vídeo é o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO), que está em mandato na Câmara dos Deputados no período 2023-2027. Durante a visita, ele criticou a situação enfrentada pelos segurados e classificou como grave a condição de pessoas com deficiência e cadeirantes aguardando definição sobre atendimento e perícia.

A presença do parlamentar no local amplia a pressão política sobre o caso e reforça a cobrança por respostas do INSS diante das denúncias registradas pela reportagem.

ATENDIMENTO E FILA VIRAM ALVO DE QUEIXAS

Os relatos colhidos pelo Alô Rondônia acontecem em meio a um cenário em que o próprio governo federal tem anunciado mutirões para tentar ampliar a capacidade de atendimento pericial. Em comunicado oficial divulgado em abril, o INSS informou a oferta de mais de 17 mil vagas em mutirão nacional e, em balanço anterior, registrou 277 perícias médicas em Rondônia, com ações em Porto Velho, Cacoal e Ji-Paraná.

Mesmo com essas medidas, os relatos apurados pela reportagem indicam que, para muitos segurados, a dificuldade continua sendo chegar à agência e descobrir que o problema não foi resolvido, ou que a espera foi empurrada para outra data sem a devida antecedência.

O QUE O SEGURADO PODE FAZER

Oficialmente, o INSS mantém como canais de atendimento o Meu INSS e a Central 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília, para consulta de agendamentos e serviços. Em caso de negativa de benefício, o segurado também pode apresentar recurso administrativo pelo Meu INSS, pelo telefone 135 ou presencialmente com agendamento, e esses recursos são analisados pelo Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS).

Na prática, porém, o que os segurados ouvidos pela reportagem cobram é algo mais básico: informação clara, respeito ao cidadão e previsibilidade no atendimento, especialmente para quem já enfrenta limitações físicas, problemas de saúde e dependência direta do benefício previdenciário.

ESPAÇO ABERTO

O Alô Rondônia deixa espaço aberto para manifestação oficial do INSS sobre os relatos de remarcação, demora no atendimento e suposta falta de comunicação prévia denunciados por segurados nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026.




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