Porto Velho, Rondônia - A prestação de serviços de saúde à distância por meio da tecnologia está presente em todo o mundo, e se intensificou, principalmente, após a pandemia do coronavírus. Em Porto Velho, o atendimento via telemedicina iniciou após uma parceria da Prefeitura e do Hospital Albert Einstein, e completa um ano de existência nesta terça-feira (28).
Muito mais que facilitar o acesso à população que vive em
áreas distantes, o serviço proporciona aos moradores da capital e dos distritos
atendimento humanizado e de ponta, feito de forma integral entre médicos
generalistas e médicos da família e comunidade, juntamente com especialistas do
Einstein nas áreas de cardiologia, endocrinologia, neurologia adulto,
neuropediatria, pneumologia, psiquiatria e reumatologia.
De março do ano passado até o momento, mais de 1,9 mil
consultas foram realizadas na capital, que possui pontos de atendimentos no
Centro de Especialidades Médicas (CEM), e nos distritos de Extrema, Jaci-Paraná
e União Bandeirantes. Entre os pacientes, está Francisco Nunes, que precisava
de uma consulta com médico cardiologista, e conta que recebeu na rede municipal
a assistência que precisava.
“Foi tudo dentro do programado, a equipe deu suporte em
todos os aspectos, desde a triagem até exames específicos, como um eletrocardiograma
feito na hora. A doutora logo fez uma análise clínica detalhada, onde exames
antigos e novos foram anexados no meu prontuário. O doutor foi bem holístico e
isso já me ajudou muito. Só tenho a agradecer, foi tudo bem eficiente, desde a
entrada até a saída”, relata o paciente.
CAPACITAÇÃO
Antes de dar início ao projeto, os médicos da Secretaria
Municipal de Saúde (Semusa) passam por um processo de qualificação para os
atendimentos remotos. Esses profissionais acompanham os pacientes em cada
consulta e são responsáveis por sanar eventuais dúvidas, realizar
encaminhamentos, prescrever receitas ou solicitar exames.
Para Celma Calixto, médica da família e comunidade, a
telemedicina fortalece a longitudinalidade, um dos princípios da Atenção
Primária em Saúde (APS), que consiste no acompanhamento do paciente com o mesmo
profissional de saúde por um longo período.
“Eu vejo que a telemedicina impacta principalmente na
qualidade dos serviços de saúde, porque o cuidado acaba sendo compartilhado
entre o médico especialista focal e o médico da atenção primária, que continua
o acompanhamento com o paciente ao longo da vida. Todas as condutas, tanto de
exames quanto de medicação, são adequadas à realidade do SUS e à nossa
realidade local”.
APOIO
Com a equipe de saúde, outros profissionais estão envolvidos
para possibilitar o acesso ao serviço. Entre o apoio, está o trabalho da
Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação e Pesquisa (SMTI), que
viabiliza a transmissão de internet nas unidades de saúde da zona rural.
O Departamento de Regulação, Avaliação e Controle (DRAC),
que gerencia a parceria, é responsável também por entrar em contato e agendar
as consultas e procedimentos nas unidades de saúde do município. Helison
Ribeiro, diretor do DRAC, explica que a modalidade de consulta ampliou o leque
de consultas na rede municipal.
“Além de dar uma baixa significativa na nossa fila de
espera, a telemedicina possibilitou o ganho de especialidades que não estavam
disponíveis no município devido a falta de médico, como por exemplo:
reumatologia, pneumologia e neuropediatria”, afirma.
Para a secretária Municipal de Saúde, Eliana Pasini, a
telemedicina trouxe mais qualidade e acessibilidade nos serviços de saúde
oferecidos no município.
“O papel da Semusa é atuar em toda a extensão de Porto
Velho, garantindo a todos o acesso à saúde. Com a telemedicina, é possível
alcançar os locais mais distantes da capital, atender aqueles pacientes que
precisam de consultas especializadas e oferecer um serviço de excelência com
profissionais altamente capacitados”.
Fonte - Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)