Ossada de Leandro Bossi é identificada 30 anos após o desaparecimento


Porto Velho, Rondônia - A Polícia Civil e a Polícia Científica do Paraná identificaram fragmentos genéticos de Leandro Bossi, que desapareceu em Guaratuba, no Litoral, em 1992, quanto tinha 7 anos. As novidades foram apresentadas nesta sexta-feira, 10, em coletiva de imprensa convocada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.

O caso de Leandro Bossi ficou conhecido após a série documental 'O Caso Evandro', produzido pelo Projeto Humanos e pela Globoplay. O garoto desapareceu na mesma época e circunstância que o menino, de também 7 anos, Evandro Ramos Caetano.

Segundo a pasta, a identificação de Leandro Bossi é resultado da integração entre as forças de segurança e aconteceu após a coleta das amostras de fragmentos armazenados na Polícia Científica e o confronto com o DNA de familiares do menino. O andamento dos procedimentos contou com o apoio do Ministério e da perícia da Polícia Federal.

"É um trabalho que tem avançado com mais celeridade nos últimos anos. A integração das forças de segurança e o trabalho em parceria com a União, além dos avanços tecnológicos, estão ajudando o Estado a responder casos complexos e que demandavam resposta", disse o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita.

Nas redes sociais, a família de Bossi se mostrou aliviada em ter uma resposta sobre o que aconteceu ao menino, mas também expressou revolta com a demora na resolução do caso.

"Demoraram 30 anos pra refazer o exame de DNA. Meu pai João Bossi morreu procurando um filho, o qual já haviam encontrado há 30 anos a mesma ossada que falaram que era uma menina e nunca nem investigaram? É um alívio saber aonde Leandro está enfim. Mas revolta por todos esses anos sermos enganados. Passamos Natal, aniversário, uma vida procurando", publicou a irmã de Leandro em seu Facebook.

Leandro desapareceu durante um show em Guaratuba, no dia 15 de fevereiro de 1992. Naquele mesmo ano, no dia 6 de abril, outro menino, Evandro Caetano, de 6 anos de idade, também desapareceu na cidade.

No ano passado, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), da Polícia Civil, fez coletas de materiais genéticos dos familiares de Leandro. Através de um teste de DNA Mitocondrial, com recursos diferentes dos tradicionais, foi constatada a identidade da amostra da mãe do menino, na comparação com os fragmentos encaminhados pela Polícia Científica.

Para Marcelo Malaghini, perito responsável pelo caso e coordenador do Laboratório de Genética Molecular Forense da Polícia Científica, o trabalho do Banco Genético foi de extrema importância para chegar a esse resultado depois de tanto tempo.

"O exame genético hoje traz uma segurança muito maior, comparada há 30 anos, quando foram feitas as primeiras análises. Naquela época não havia laboratórios de polícia no Brasil, hoje temos um potencial em análises genéticas, principalmente com esta possibilidade", afirmou.

Fonte: Redação Terra

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