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Pela segunda semana consecutiva vereadores fazem duras críticas ao prefeito de Vilhena


Japonês e Macedo: relação deixou de ser amistosa


Porto Velho, Rondônia
- O que eram só flores agora se tornaram um feixe de espinhos. É uma forma poética de se descrever a mudança de tom na relação entre o Executivo e o Legislativo vilhenense de uns dias para cá, com uma sucessão de ataques e iniciativas hostis da parte de vereadores para cima da administração de Eduardo Tsuru (PV).

O interessante é que o líder do movimento de confronto do Parlamento é o presidente da Casa, Ronildo Macedo, que curiosamente é correligionário do "Japonês", como o prefeito é conhecido na cidade. De parceiro de palanque, Eduardo passou, no conceito de Macedo, ao papel de "Ditador", como ele falou esta semana na tribuna da Câmara.

Mas a rebelião, que é acompanhada por vários outros edis, não se resume a discursos de enfrentamento, mas acontece também em ações legislativas. A Câmara parou de aceitar submeter projetos encaminhados pelo prefeito em regime de urgência antecipando votações, e tem aprovado uma série de requerimentos investigativos de ações da administração.

Também paira no ar um clima de ameaça constante de abertura de procedimentos de investigação em cima de ações na Secretaria de Saúde, cuja titular, Siclinda Rassch está na mira do Legislativo, com vereadores pedindo sua exoneração.

Não se sabe ainda ao certo o que levou a tal clima de ruptura entre os Poderes, mas que a situação é tensa, isso ninguém tem mais dúvidas. Comenta-se que o deputado Luizinho Goebel (PV), cacique político dessa turma toda, seja chamado a intervir para apaziguar os ânimos.

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