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TSE barra Bruno Scheid, do PL de usar “Bolsonaro” no nome de urna como candidato ao Senado em Rondônia

Ministro Dias Toffoli negou pedido de Bruno Scheid, do PL, para concorrer como “Bruno Bolsonaro Scheid”; candidatura ao Senado permanece deferida.

Porto Velho, RO - O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manteve, em decisão preliminar, o veto ao uso do nome “Bruno Bolsonaro Scheid” na urna eletrônica pelo candidato do PL ao Senado por Rondônia. Com a decisão, permanece válido o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) para que o candidato concorra como Bruno Scheid. 

A decisão foi tomada após a defesa de Scheid recorrer ao TSE para tentar restabelecer o nome “Bruno Bolsonaro Scheid” nos sistemas da Justiça Eleitoral, na urna eletrônica e nos materiais de campanha.
Toffoli mantém decisão do TRE-RO

Segundo a decisão relatada pelo UOL, Toffoli entendeu que, nesta fase de análise preliminar, a defesa não apresentou elementos suficientes para suspender a decisão do TRE-RO.

O tribunal regional havia deferido o registro da candidatura de Bruno Scheid ao Senado, mas determinou que o nome utilizado na urna fosse apenas “Bruno Scheid”.

Um dos pontos considerados pelo TRE-RO foi o fato de que o termo “Bolsonaro” não integra o nome civil do candidato. Para o tribunal, a utilização poderia levar parte do eleitorado a associá-lo ao ex-presidente Jair Bolsonaro e representar uma “transferência artificial de notoriedade”. 

A Procuradoria Regional Eleitoral também havia contestado a utilização do sobrenome na identificação eleitoral.

Defesa afirma que não existe alegação de parentesco

No recurso apresentado ao TSE, os advogados de Bruno Scheid sustentaram que o candidato nunca afirmou ser parente de Jair Bolsonaro.

A defesa argumentou ainda que uma eventual associação feita pelo eleitor não seria suficiente, por si só, para gerar dúvida sobre a identidade do candidato.

O pedido buscava permitir novamente o uso de “Bruno Bolsonaro Scheid” nos sistemas eleitorais e nos materiais utilizados durante a campanha.

A regra eleitoral estabelece que o nome utilizado na urna pode ser prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual o candidato seja conhecido, desde que não haja dúvida quanto à sua identidade. (Justiça Eleitoral)

Candidatura ao Senado continua

A decisão de Toffoli não retirou Bruno Scheid da disputa pelo Senado em Rondônia. O candidato continua concorrendo pelo PL, com o número 222.

Na relação divulgada pelo UOL com base nos dados do sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas do TSE, Scheid aparece como candidato ao Senado por Rondônia, com a situação registrada como “Deferido com Recurso”. 

Dados eleitorais divulgados também registram Bruno Scheid como candidato do PL e apontam patrimônio declarado de R$ 1.125.641,24. 

Decisão ocorre antes do primeiro turno

A decisão ocorre às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. O calendário eleitoral do TSE estabelece a data para a votação nacional, quando os eleitores escolherão, entre outros cargos, os representantes para o Senado Federal. (Justiça Eleitoral)

Assim, até o momento, o candidato segue na disputa pelo Senado em Rondônia, mas com a identificação eleitoral Bruno Scheid, e não “Bruno Bolsonaro Scheid”.

Fonte: UOL
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