De acordo com comunicado da Presidência da República, o programa foi elaborado em diálogo com governadores, especialistas e forças de segurança pública, com o objetivo de desarticular as bases econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas em território nacional.
“O Brasil Contra o Crime Organizado foi construído em diálogo com os estados, especialistas e forças de segurança pública e tem por objetivo desarticular as bases econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas em todo o território nacional”, informou a Presidência.
O programa será estruturado em quatro eixos estratégicos: asfixia financeira das organizações criminosas, fortalecimento da segurança no sistema prisional, qualificação das investigações e do esclarecimento de homicídios, além do combate ao tráfico de armas.
Durante coletiva de imprensa realizada na semana passada, Lula destacou que o foco central do governo será enfraquecer financeiramente as facções criminosas.
“Precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções. Eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais”, afirmou o presidente.
Segundo Lula, as organizações criminosas já atuam em diferentes setores e ultrapassam fronteiras nacionais, o que exige cooperação internacional no enfrentamento ao crime.
Após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 7, o presidente brasileiro reforçou que o país está disposto a ampliar a colaboração internacional para combater o avanço dessas organizações.
O programa será formalizado por meio de decreto presidencial e quatro portarias. Para ter acesso aos recursos disponibilizados pelo BNDES, os estados precisarão aderir oficialmente à iniciativa e cumprir as diretrizes estabelecidas pelo governo federal.
A expectativa do Palácio do Planalto é que as novas medidas ampliem a capacidade operacional dos estados no combate ao crime organizado e fortaleçam a integração entre os entes federativos na área da segurança pública.
Fonte: Agência Brasil