
Sessão desta quinta-feira (28) prevê depoimentos de ex-companheiras e ex-enteada do ex-vereador; defesa técnica principal retorna ao plenário
Porto Velho, RO - O II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retomou, às 10h30 desta quinta-feira (28), o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros. A sessão marca o quarto dia de oitivas sobre a morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021.
O cronograma deste dia prevê o depoimento de mulheres que mantiveram relacionamentos com o ex-parlamentar e que relataram episódios de violência anteriores à morte da criança.
Depoimentos de ex-companheiras e retorno da defesa
Para a sessão de hoje, são esperados os depoimentos ex-enteada de Jairinho que afirma ter sido vítima de agressões, além de duas ex-namoradas. Uma quarta testemunha também deve ser ouvida pelo Conselho de Sentença.
A banca de defesa de Jairinho conta com a presença do advogado principal, que retornou aos trabalhos após ter sofrido um infarto nos dias anteriores ao início do júri.
Os réus respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Segundo a acusação do Ministério Público, Jairinho desferiu as agressões que causaram 23 lesões e a morte do menino, enquanto Monique Medeiros teria se omitido diante das torturas para preservar o relacionamento com o então vereador.
Retrospecto das sessões anteriores
No terceiro dia de julgamento, a pediatra Maria Cristina de Souza, que realizou o primeiro atendimento a Henry no hospital, afirmou que o menino já chegou sem vida à unidade.
A médica relatou que a equipe realizou manobras de ressuscitação por cerca de 50 minutos, mas não obteve sucesso.
A testemunha destacou que os ferimentos observados no tórax, abdômen, punhos e coxas da criança eram compatíveis com as imagens registradas pelo elevador do condomínio onde os réus viviam.
Anteriormente, o delegado Henrique Damasceno, responsável pela investigação, classificou as primeiras versões dos réus como uma "farsa ensaiada".
A perícia do Instituto Médico-Legal (IML) concluiu que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente, descartando a hipótese de acidente doméstico.
Dinâmica do julgamento
O destino de Jairinho e Monique será decidido por sete jurados. O julgamento, presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, tem previsão de durar entre sete e dez dias.
Fim do carrossel
Caso os jurados decidam pela condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça pode determinar a prisão imediata dos réus ainda no tribunal.
Fonte: CNN Brasil