PF divulga balanço da Operação Compliance Zero e confirma 13 prisões por esquema bilionário

Investigação apura fraudes financeiras e corrupção envolvendo gestores do BRB e do Banco Master; bloqueio de bens chega a R$ 27,7 bilhões

Porto Velho, RO - A Polícia Federal apresentou, na tarde desta quinta-feira (16), um balanço atualizado da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o sistema financeiro e corrupção envolvendo gestores do Banco de Brasília (BRB) e do Banco Master. Desde o início da apuração, em novembro de 2025, já foram presas 13 pessoas.

Entre os detidos mais recentes estão o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, capturados durante a quarta fase da operação, deflagrada nesta semana.

As investigações apontam a existência de um esquema complexo baseado na venda de títulos de crédito inexistentes ou fraudulentos do Banco Master para o BRB, instituição pública do Distrito Federal. Segundo o diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad, a operação evoluiu em etapas distintas: enquanto as fases iniciais focaram nas fraudes atribuídas ao Banco Master, a atual concentra-se na suposta corrupção de gestores do BRB e nos mecanismos de lavagem de dinheiro utilizados para ocultar o recebimento de vantagens indevidas.

Ao longo das quatro fases da operação, a PF já cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades da federação: Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal.

Por determinação judicial, foram bloqueados R$ 27,7 bilhões em bens dos investigados, com o objetivo de assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos. O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, segue preso desde março deste ano, após ter sido alvo de medidas em diferentes etapas da investigação.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, destacou que a Operação Compliance Zero integra um conjunto de ações estratégicas do governo federal voltadas ao combate à corrupção e ao crime organizado. Segundo ele, os novos elementos reunidos reforçam a participação de altos executivos em negociações consideradas lesivas ao sistema financeiro nacional, em troca de benefícios patrimoniais.

A Polícia Federal informou que continuará analisando o material apreendido para aprofundar as investigações e identificar possíveis ramificações do esquema financeiro e jurídico.

Reactions