MP mira superlotação carcerária e avanço de facções em Rondônia

Medida busca enfrentar crise no sistema prisional e ampliar integração com forças de segurança

Porto Velho, Rondônia – O Ministério Público de Rondônia (MPRO) instaurou um procedimento para acompanhar ações voltadas à redução da superlotação nos presídios e ao enfrentamento de facções criminosas no estado. A iniciativa também prevê maior integração entre os órgãos de segurança pública.

A medida consta no Diário Oficial do MP divulgado nesta semana e indica que o sistema prisional voltou ao centro das preocupações institucionais, especialmente diante do crescimento da população carcerária e dos desafios no controle interno das unidades.


FOCO NA SUPERLOTAÇÃO E SEGURANÇA

De acordo com o órgão, o acompanhamento inclui a execução de um plano de ação que busca reduzir a pressão sobre o sistema prisional, considerado um dos principais gargalos da segurança pública.

Além da superlotação, o MP também pretende monitorar estratégias de combate à atuação de facções criminosas dentro e fora das unidades prisionais — um problema que tem impacto direto nos índices de violência.


INTEGRAÇÃO ENTRE ÓRGÃOS

Outro ponto destacado é a articulação entre o Ministério Público e instituições como a Secretaria de Justiça (Sejus) e demais forças de segurança.

A proposta é ampliar o compartilhamento de informações e fortalecer ações conjuntas, numa tentativa de tornar mais eficiente o controle do sistema e prevenir a expansão do crime organizado.


PROJETO SOCIAL NO SISTEMA PRISIONAL

O procedimento também acompanha iniciativas de ressocialização, como o projeto “Reescrevendo Histórias no Sistema Prisional”, que busca oferecer alternativas de reintegração social a detentos.

A proposta é reduzir a reincidência criminal e contribuir para a recuperação de pessoas privadas de liberdade.


SINAL DE ALERTA

A abertura do procedimento reforça um alerta já conhecido: o sistema prisional segue sendo um dos pontos mais sensíveis da segurança pública em Rondônia.

Especialistas apontam que a superlotação, aliada à falta de estrutura e ao avanço de organizações criminosas, pode agravar ainda mais o cenário caso medidas estruturais não sejam adotadas.

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