Exploração de diamantes em Rondônia ainda é marcada pela ilegalidade, aponta especialista

Presidente da Mineradora Prado defende regulamentação com participação indígena e destaca potencial bilionário da região - Foto: Marcelo Gladson/Voz de Rondônia

Porto Velho, RO - Durante entrevista, o presidente da Mineradora Prado, Walter Prado, abordou um dos temas mais estratégicos para a economia da região Norte: a exploração de diamantes em Rondônia. Segundo ele, a atividade ilegal ocorre desde a década de 1980, tanto no estado quanto no Mato Grosso, com destaque para a Reserva Roosevelt, uma área de aproximadamente 2,7 milhões de hectares.

Prado destacou que o potencial mineral da região é reconhecido mundialmente, principalmente pela presença de kimberlito diamantífero — estrutura geológica indicativa da existência de diamantes. De acordo com estimativas citadas por ele, a qualidade e o volume das jazidas podem superar até mesmo regiões tradicionais como Botswana. Apesar disso, a exploração clandestina ainda predomina, gerando perdas que podem chegar a cerca de R$ 900 milhões por ano.

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A entrevista também abordou o papel do Supremo Tribunal Federal, que tem discutido alternativas para regulamentar a atividade junto aos povos indígenas Cinta Larga, que habitam a área. Entre as propostas estão a criação de cooperativas indígenas e a adoção de práticas sustentáveis, com foco na gestão e preservação ambiental. Caso não haja interesse das comunidades em conduzir a atividade, existe a possibilidade de contratação de empresas mineradoras legalizadas.

Além dos diamantes, Walter Prado ressaltou que a região abriga uma diversidade de minerais estratégicos, como nióbio, cassiterita, ródio e terras raras, com estimativas que podem alcançar valores trilionários. Ainda assim, ele enfatizou que o maior patrimônio da área não está apenas no subsolo, mas nos povos indígenas e na biodiversidade da floresta, defendendo que qualquer exploração ocorra de forma responsável, conciliando desenvolvimento econômico com preservação ambiental.

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