
Polícia Civil prendeu um dos cinco investigados pelo estupro coletivo ocorrido em apartamento de Copacabana, na zona sul do Rio – Foto: Divulgação (Alô Rondônia)
Investigação aponta que crime contra adolescente de 17 anos foi uma emboscada planejada pelo ex-namorado da vítima
Porto Velho, Rondônia – A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (3), um dos cinco jovens investigados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Rio de Janeiro. O suspeito se apresentou à 12ª DP, em Copacabana, acompanhado por um advogado, após o avanço da operação “Não é Não”, deflagrada para cumprir mandados de prisão preventiva.
O grupo já havia sido indiciado pela delegacia, que representou pela prisão dos quatro adultos envolvidos e pela apreensão do adolescente apontado como articulador do crime.
INVESTIGAÇÃO APONTA “EMBOSCADA PLANEJADA”
Segundo o inquérito, o crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. A polícia classificou o episódio como uma emboscada planejada pelo ex-namorado da vítima — um adolescente de 17 anos e principal mentor da ação.
De acordo com a investigação, o jovem atraiu a vítima ao local por meio de mensagens de aplicativo. No apartamento, ela foi mantida trancada em um quarto e submetida a violência sexual e agressões físicas praticadas pelos quatro adultos.
Imagens do circuito interno do edifício mostram a entrada e saída dos envolvidos. O relatório destaca que o adolescente, após deixar a vítima na portaria, voltou ao imóvel realizando gestos interpretados pelos agentes como celebração.
Exame de corpo de delito confirmou lesões compatíveis com violência física e sexual, incluindo hemorragias e escoriações.
TRÊS SUSPEITOS AINDA ESTÃO FORAGIDOS
A Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra os quatro adultos investigados. Três seguem foragidos:
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
- Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos
- Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos
O quarto indiciado, João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos, teve o nome citado pela polícia; a defesa nega as acusações e afirma que houve consentimento, versão que não é reconhecida pela investigação.
O adolescente mentor do crime responderá por ato infracional, conforme as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
INSTITUIÇÕES APLICAM MEDIDAS CONTRA ENVOLVIDOS
As instituições vinculadas aos investigados adotaram sanções administrativas:
Colégio Pedro II: Iniciou desligamento de dois estudantes (Simonin e o adolescente mentor).
UNIRIO: Suspendeu Allegretti por 120 dias, proibindo acesso ao campus.
Serrano Football Club: Afastou Bertho e suspendeu seu contrato.
BUSCAS CONTINUAM
A Polícia Civil informou que mantém diligências em andamento para capturar os demais suspeitos e aprofundar a análise de provas já reunidas, incluindo imagens, laudos técnicos e depoimentos.
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