Barril do petróleo WTI chegou a US$ 90,90 e Brent fechou acima de US$ 92
Porto Velho, Rondônia – Os preços do petróleo registraram forte alta no mercado internacional nesta sexta-feira (6), impulsionados pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio.
Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subiram 12,21%, com avanço de US$ 9,89, fechando a US$ 90,90 por barril.
Já o petróleo Brent, referência global negociada em Londres, encerrou o dia a US$ 92,69, com alta de 8,52%.
FECHAMENTO DO ESTREITO DE ORMUZ
A valorização do petróleo ocorre após o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde normalmente passam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.
Segundo analistas do mercado, o fechamento da passagem marítima por uma semana já retirou aproximadamente 140 milhões de barris do mercado internacional, volume equivalente a cerca de 1,4 dia da demanda global.
A interrupção do fluxo levou refinarias e tradings internacionais a buscar fontes alternativas de fornecimento, o que ampliou a demanda por petróleo produzido nos Estados Unidos.
MAIOR ALTA DESDE A PANDEMIA
De acordo com analistas, a alta semanal do petróleo é a maior desde a volatilidade registrada durante a pandemia de covid-19 em 2020.
A escalada dos preços também foi influenciada por:
- interrupções na produção de energia no Oriente Médio;
- fechamento de refinarias e instalações de gás natural liquefeito;
- incertezas sobre o transporte marítimo na região.
PREÇO PODE CHEGAR A US$ 150
Especialistas alertam que o petróleo pode subir ainda mais caso o conflito se prolongue.
Segundo o ministro da Energia do Catar, citado pelo jornal Financial Times, produtores do Golfo Pérsico podem suspender exportações nas próximas semanas, cenário que poderia levar o barril a US$ 150.
Analistas do mercado também apontam que a marca de US$ 100 por barril pode ser atingida rapidamente se o bloqueio do Estreito de Ormuz continuar.
O conflito se intensificou após ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que levou o governo iraniano a restringir a passagem de navios-petroleiros pela região.
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