Espaço cultural chega ao cinquentenário com acervo de 60 mil títulos, obras raras e projetos sociais que fortalecem educação e preservação histórica
Porto Velho, Rondônia – A Biblioteca Municipal Francisco Meirelles, patrimônio da cultura e da memória de Porto Velho, completou 50 anos de criação em 2025. Fundada em 30 de dezembro de 1973 e inaugurada em 24 de janeiro de 1975, a instituição se consolidou como referência educacional, histórica e social no estado.
O ambiente, marcado pelo silêncio, pela presença de leitores e pelas prateleiras repletas de títulos, revela parte da importância simbólica do espaço para estudantes, pesquisadores e moradores.
LEITORES COM HISTÓRIAS QUE SE CRUZAM COM O ESPAÇO
Entre os frequentadores está Antônio Marlon Neves, que há dois anos usa a sala de informática para estudar para concursos públicos.
“O ambiente é calmo e o atendimento é sempre muito cordial. Eu consigo focar, pesquisar e usar os computadores sem distrações”, relatou.
PROMOÇÃO CULTURAL E PRESERVAÇÃO HISTÓRICA
O diretor administrativo, Carlos Augusto da Silva, destaca o papel da biblioteca na preservação da memória local e na promoção da cultura. Ele relembra a dedicação de Glória Valadares, servidora que atuou por mais de 25 anos e ajudou a moldar o perfil da instituição.
Desde 2021, o diretor conduz um processo de revitalização que envolve pintura, restauração de mobiliário, modernização de equipamentos e fortalecimento de projetos de incentivo à leitura.
Os números mostram o impacto:
- 12 mil livros emprestados em julho de 2022 – recorde histórico
- 36 mil atendimentos realizados
- 3 mil crianças atendidas por ações literárias e educativas
ACERVO DE 60 MIL OBRAS, INCLUINDO RARIDADES
Atualmente, o acervo conta com cerca de 60 mil títulos, organizados em salas temáticas e laboratórios climatizados. Entre as obras raras estão exemplares de:
- 1882
- 1829
- 1877
- edições históricas de jornais sobre Porto Velho, Rondônia, a Região Norte e o Brasil
A biblioteca é frequentada por professores, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e público em geral. Há ainda uma extensão localizada na Praça CEU, na zona Leste.
A BIBLIOTECA COMO CENTRO DE CONVIVÊNCIA E INCLUSÃO
A servidora Soraya Chediak trabalha no local há quatro anos e afirma que o espaço é mais que um centro de leitura:
“É um ambiente de convivência e transformação social. A biblioteca vai muito além de empréstimos de livros.”
Entre os projetos ofertados estão:
- ações de acolhimento e autocuidado para mulheres vítimas de violência
- Páscoa Solidária
- Gincana Literária
- Trilha Sensorial para pessoas com deficiência visual
- Clube Curumim – incentivo para crianças escreverem e publicarem livros
- exposições, palestras e eventos culturais, como a Cantata Natalina
LEGADO E IDENTIDADE CULTURAL
O espaço também preserva aproximadamente 60 mil edições de jornais impressos, disponíveis para consulta pública. O acervo serviu, inclusive, para candidatos do concurso da Assembleia Legislativa estudarem no início deste ano.
Entre as obras contemporâneas que movimentam o espaço está “Entre Brancos e Originários – A ferrovia de Deus”, de Paulo Saldanha, que recupera a história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e a economia da borracha.
FUNCIONAMENTO
A Biblioteca Francisco Meirelles funciona:
- Rua José de Patrocínio, nº 200, esquina com José Bonifácio, em frente à Catedral do Sagrado Coração de Jesus
- De segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, sem intervalo para almoço
Equipes atuam nos três turnos para atender a comunidade.
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